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Projeto 365 – Dia 93 – O Mágico de Oz

“Te vejo nos meus sonhos”

A grande sacada de “O Mágico de Oz” está na palavra sonho. O filme é todinho baseado nesse ato que ocorre enquanto estamos dormindo ou desacordados por alguma intempérie. Antes de falar do filme, é válida a lembrança do que o cercou no ano de seu lançamento, em 1939. Primeiro o fato de todo o elenco ter sido trocado, pois muitos atores que fariam o filme se bandearam para o outro grande clássico do mesmo ano, “O Vento levou”. E segundo, por ser o ano que iniciou a segunda guerra mundial, algo que influencia de maneira bem clara a criação do filme.

Dito isso, vamos ao filme.

O primeiro destaque é o contraste fotográfico na cor, o filme começa num tom característico da época, um sépia que proporciona uma tela cor de bronze, com o ideal claro de remeter a realidade nada colorida que a humanidade estava passando. Em contrapartida, após alguns minutos de filme, o cenário se colore, ganhando cores intensas e passando a ideia de que, além do arco-íris, existe um mundo melhor.

tom sepia de o magico de oz

Vale outra ressalva aqui. Após o fim da primeira guerra mundial, tanto a Europa quanto a América do Norte entraram em uma profunda depressão, muito por conta das perdas financeiras e humanas da guerra. Assim, no período entre as duas grande guerras houve muito silêncio e medo, as pessoas fechavam os olhos para as situações, com medo de que se estourasse outra guerra, portanto, a música “Somewhere over the rainbow” passava um ideal religioso de que, após essa vida destroçada e muito carregada de sentimentos ruins, as pessoas seriam agraciadas com algo melhor, o problema é que não seria Nessa vida…

Voltando ao filme…

As músicas, como dito acima, tem um papel fundamental na história, afinal, “O Mágico de Oz” é do gênero musical. Infelizmente, nenhuma outra música do filme tem a mesma força da emblemática “Somewhere over the rainbow”, inclusive sendo bem infantis e chatas, fazendo apenas o papel de reforçar o mundo de sonho e fantasia que a pequena Dorothy estava vivendo.

Por falar em Dorothy, outra destaque individual é a atriz Judy Garland, com 19 anos ela estrelou esse que seria um dos filme mais famosos de todos os tempos, e, como se não bastasse, deu voz aquela que seria considerada a melhor música do século XX.

Quando se fala em filmes que representam sonhos, até hoje, o principal recurso está no cenário. E esse belo filme não deixou a desejar nesse quesito, a começar pela estrada de tijolos amarelos que oferece um tom dourado o tempo todo ao filme, ou a cidade das esmeraldas com seus efeitos de luz magníficos. Nesse ponto do filme é capaz de se fazer diversas observações técnicas, até pela qualidade que foi posta em um filme tão antigo, digna de se comparar com as super produções que vemos hoje em dia.

Ainda no aspecto técnico, temos a bela maquiagem e figurino, que, apesar de serem estáticas nas personagens principais, enchem os olhos de quem assiste ao filme, afinal, quem nunca ouviu falar dos sapatinhos de rubi da pequena Dorothy…

magico-de-oz estrada de tijolos amarelos

Agora, nada desses aspectos técnicos e caprichos são capazes, sozinhos é claro, de criar um filme. Eles precisam de uma história para compor o roteiro, e aí está a grande força dessa peça. “O Mágico de Oz” é um desses filmes capaz de passar um mensagem positiva, de após o término da sessão de cinema sairmos melhores como pessoa, tendo grandes ensinamentos para valorizarmos o amor, inteligência e coragem, além é claro da família e amigos.

Entre outras palavras, esse filme pode sim ser considerado uma obra prima, ganhar o título de clássico e ser admirado por gerações, pois representa aquilo que o cinema é: um misto de realidade e sonho, representando o contexto que vivemos, mas sempre com um toque de encantamento.

OBSERVAÇÃO EXTRA

Caso você se encante pelo filme, e goste da banda Britânica “Pink Floyd”, é possível ver “O Mágico de Oz” sobre outra conjuntura. Basta pegar o filme, colocar na forma legendada e sem o som original, substituindo pelo CD emblemático de 1973 chamado “Dark Side Of The Moon”. Esse CD, que tem uma grande força nos acordes progressivos da banda Britânica, tem um encaixe assombroso com o filme, existindo paridade entre as músicas e os acontecimentos da tela. Vale como curiosidade, pois o CD terá que ser ouvido duas vezes dentro do filme, e faz qualquer um acreditar em lendas, mensagem subliminar ou teorias da conspiração.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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