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Projeto 365 – Dia 92 – Maria Antonieta

Em 2007, quando lançaram para o público o filme “Maria Antonieta”, poucos esperavam ver o que Sofia Coppola apresentou na tela. Afinal, estamos falando de uma das rainhas mais famosas da França, tanto Maria Antonieta, quanto o país, são símbolos de riqueza, luxo, poder e muito dinheiro. Aliado aos cenários do filme que fora gravado em Versailles, tinha-se um roteiro perfeito para se construir mais uma obra que conta a história de um personagem importante. MAS NÃO FOI BEM ASSIM…

Dentro dos cenários históricos desse palácio, fora se construindo um filme dividido em duas frentes: A primeira clássica, representada pelos figurinos e pelo já citado palácio, aonde pode-se ver muita riqueza em detalhes e uma sofisticação digna de uma monarquia francesa. E a segunda frente, um lado mais sarcástico, jovem e por que não crítico, sendo representado pelas tiradas da atriz Kirsten Dunst, pelo roteiro original de Sofia Coppola e pela trilha sonora mesclando o clássico com as músicas dos dias de hoje.

castelo de versalhes versallies

Conforme o decorrer do filme, essas frentes vão se misturando, criando um clima completamente diferente de um filme antigo ou somente feito para criticar. A mágica da obra está na fórmula em que foi feita. Pois será possível ver a realidade de Maria Antonieta, o quanto ela penou com sua transferência para França, e também à adaptação para as regras de etiqueta do país. Serão mostrados as cansativas viagens que levavam dias, a falsidade das pessoas que giram em torno do trono, cenas de um humor ácido para representar seu casamento com Luis XVI (Jason Schwartzman) e também uma realiza escrachada e cheia de defeitos, quebrando o estereótipo Disney de princesas, reinos e príncipes.

Para trazer o lado jovem ao filme, Sofia Coppola inseriu muitas festas e jogatinas, além de representar Maria Antonieta como a jovem moça que era, dando um tom teen ao espetáculo, criando um contrate interessantíssimo de adolescentes em bando, brincando de jogos típicos dessas festas, mas com roupas glamourosas e elegantes, chegando até a sugerir um quê de festa a fantasia dos dias de hoje.

Reparem que cito muito o figurino, não é atoa, além das já citadas características acima, também há mais um detalhe que ele ajuda a mostrar. Conforme os anos se passam, a França vai entrando em guerra e acumulando dividendos, fazendo com que a realeza perca um pouco da sua pompa, algo que não fica exatamente claro ao espectador, mas que é representado pelo figurino que vai ficando mais leve e simples.

maria antonieta sofia coppola

A guerra também é de fundamental importância para história. Não como fator principal, como seria em qualquer outro filme o qual esses personagens fossem os principais, afinal, estamos falando de um dos movimentos mais famosos da história do homem: A Revolução Francesa. Aqui, nesse roteiro, será mostrado o tamanho da incompetência de Luis XVI, e também os momentos pessoais do casal e da corte antes dos acontecimentos históricos que aprendemos na escola. Os destaques ficarão para as futilidades da monarquia enquanto seu povo passava fome, ou para a ajuda descabeçada aos Estados Unidos enquanto o povo armava uma emboscada para tomar o poder.

O fato é que esse filme de autoria Franco-Americana, trará um olhar diferente, oferecerá ao público diálogos anormais nesse tipo de obra, além de trazer elementos cênicos que transformam essa história em um verdadeiro bastidor da monarquia, tentando mostrar ao público aquilo que nunca ninguém viu ou verá, devido ao grande isolamento dessas entidades, dando ao cinéfilo a possibilidade de dizer: “e se isso fosse verdade”, gerando uma atmosfera fantástica ao filme.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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