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Projeto 365 – Dia 89 – O Hobbit – Uma jornada inesperada

“Toda boa história merece um polimento”

Você pode não gostar de filmes de idade média, e até é um pouco o meu caso, mas tem que admitir que a grande maioria desse tema são grandioso e muito bem produzidos. Após a trilogia de “Senhor dos Anéis”, Peter Jackson resolveu dirigir o Hobbit, filme que dará início a mais uma trilogia medieval, que, assim como em StarWars, contará a história anterior aos três primeiros filmes, dando um total de 6 filmes com histórias envolventes e com muitas batalhas e contos de fada.

Logo de cara, o filme trará o que pra mim é a principal característica do gênero, a trilha sonora. A arrepiante música celta consegue nos envolver e transformar desde as simples batalhas, até os gigantescos confrontos, além de harmonizar com as cenas de história e de alto nível de emoção, ou seja, uma das trilhas mais úteis para o cinema.

Antes de ir propriamente ao filme, gostaria de ressaltar mais uma boa característica que será vista na sequência de “O Hobbit”, que se trata das referências. A primeira delas já citada, a idade da Média, conhecida como idade das trevas, período em que o homem mergulhou em um profunda angústia, e foram produzidos desde arte até governos melancólicos, sombrios e sem luz. Outra referência vem da já citada música celta, que interferirá também na forma como os atores pensam o filme, pois veremos bárbaros e guerreiros contrastando cenas de guerra com musicais animados para ressaltar as vitórias de tais batalhas.

Depois disso, vamos ao filme.

atores filme o hobbit

Com um começo bem didático, pronto para amarrar as histórias, e com todos os atores da primeiro trilogia dando apóio ao filme, “O Hobbit” dá início a história de Bilbo Bolseiro, avô de Froddo, e conta a trajetória de como o pequeno hobbit conseguiu seu anel e, principalmente, suas aventuras e histórias que contava ao neto no primeiro longa de “Senhor dos Anéis” (quarto filme dos seis).

Com muito grandiosidade na produção, o filme vai desenhando um trabalho perfeito na parte técnica, dando uma aula de cinema para quem gosta de recursos digitais, fotografia e figurino, tendo um trabalho tão caprichado que chegamos a desconfiar que esse filme tem um orçamento megalomaníaco…e tem, são US$ 180 milhões de dólares para produzi-lo, e que rendeu aos cofres da Warner mais de i bilhão de dólares.

Mas, como disse acima, não sou tão fã desse tipo de filme, até pelos ângulos de câmeras clichês e uma certa semelhança que todo filme de idade média contém…Então o que realmente me atraiu em “O Hobbit” foram as cenas “estranhas”, aquelas que pertencem ao filme, mas que destoam do roteiro e mostram o tamanha do trabalho que tiveram com a obra. Uma delas é a guerra de charadas que acontece entre Bilbo e smigol, algo absolutamente fantástico. Ou então as pequenas batalhas que contrastam as gigantescas guerras que consagram esse filme, pois elas vão acrescentando elementos fundamentais ao contexto, e vão encorpando a história. E por fim, a estranheza final está no humor utilizado na trama, algo que estará presente ao longo de toda a trilogia, e que aparece em horas completamente surpreendentes, causando risos que quebram a tensão que o espectador constrói em longas de batalhas campais.

froddo filme hobbit

Ou seja, temos aqui um bom filme, com muitas referências, características positivas e a capacidade de entreter e cativar o público a aguentar as 3 horas de duração. De quebra, o cinéfilo atento ainda será agraciado com conselhos e pequenas frases de conhecimento puro, tornando esse longa uma fonte de aprendizado no âmbito cinematográfico e também para a vida, nos fazendo pensar e raciocinar sobre alguns pensamentos que nos são enraizados, principalmente quando o assunto é preconceito.

Como mensagem final: Certas missões merecem ser encaradas, mesmo quando não temos a coragem ou o conhecimento para tal ato, pelo simples fato disso nos fazer crescer, pois a real batalha está na decisão de enfrentar o desafio, e não o desafio em si.

smigol em o hobbit

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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