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Projeto 365 – Dia 84 – O Poderoso Chefão (Trilogia)

Quanto melhor uma obra mais difícil falar sobre ela. Partindo dessa premissa, porque então alguém escreveria uma crítica sobre um filme como “O Poderoso Chefão” (originalmente, ‘The Godfather’ ou ‘O Padrinho’)? A resposta é simples: pelo prazer de reviver o que assistiu nessa célebre obra do escritor Mário Puzzo que teve um toque de Francis Ford Copolla na direção, música de Ennio Morricone e Nino Rota; mais o talento nas atuações de Marlon Brando, Al Pacino, Robert De Niro, Robert Duvall, Andy Garcia e muitos outros gigantes e lendas.

Com os ingredientes acima e uma série de outras coisas que impossíveis de listar, fez-se uma das mais famosas e belas trilogias da história do cinema. Há quem diga que assistir aos três filmes equivale a um semestre do curso de graduação em Cinema. Claro que a superioridade do primeiro filme é claramente perceptível, contudo a série merecia muito mais prêmios do que recebeu.

marlon brando

A história da Família Corleone começa na Sicília com a morte dos pais do jovem Vito Andolini que foge para Nova Iorque e cresce entre os imigrantes italianos com todas as dificuldades desse povo durante e pós-guerra. Os primeiros trabalhos, as primeiras amizades e como ele formou a maior organização criminosa do mundo que conhecemos genericamente como máfia e transformou em Don Corleone.

Chama a atenção que nessa história o mocinho é o vilão, mas é contada de um modo tão romanceado que é impossível não torcer por ele enquanto ensina seus filhos a serem justos, moderados e, acima de tudo, amarem e protegerem a família.

Ironicamente, o filho caçula Michael Corleone assume o papel de líder da família e é ele o verdadeiro poderoso chefão presente nos três filmes. Os dramas de um homem que possui poder e influência sem conseguir tudo o que quer ou tudo de mais simples que os homens desejam. O final de cada um dos filmes é tão forte e surpreendente que todos os cinéfilos o consideram como obrigatórios e não se cansam de assisti-los inúmeras vezes.

Há um código de honra muito atraente que marca cada decisão dos personagens e uma pergunta poderia resumir toda a história: “Na ânsia de proteger nossa família, corremos o risco de perdê-la?”. Traições e vinganças são recorrentes e, talvez por isso, tantas gerações foram impactadas com a obra literária e cinematográfica que “The Godfather” legou, sendo até hoje o filme favorito de políticos, empresários, professores e líderes do mundo todo.

O filme provoca o desejo de visitar a Sicília, aprender italiano e até dançar valsa. Traz imagens maravilhosas, boa música como trechos de famosas óperas como da Cavalaria Rusticana, Brucia la Terra e muito mais. Há surpresas e toda a tensão que os dramas suscitam nos expectadores e, o principal questionamento ao final do terceiro filme, desde a exibição em 1990: “Quando lançarão o próximo?”.

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