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Projeto 365 – Dia 234 – Aliados

Sinopse:

Em uma missão para eliminar um embaixador nazista em Casablanca, no Marrocos, os espiões Max Vatan (Brad Pitt) e Marianne Beausejour (Marion Cotillard) se apaixonam perdidamente e decidem se casar. Os problemas começam anos depois, com suspeitas sobre uma conexão entre Marianne e os alemães. Intrigado, Max decide investigar o passado da companheira e os dias de felicidade do casal vão por água abaixo.

Opinião:

“Quando a guerra acabar, não importa onde estarei”

Filmes de guerra, em específico sobre a segunda grande guerra, não são novidades. Dá para listar um pergaminho de trabalhos que já retrataram esse assunto. Quando o assunto é espionagem então, o número fica mais gritante. Portanto, o desafio de trazer algo novo é algo bem complicado; feito que “Aliados” não consegue superar…

Isso não torna o filme um desastre. Pelo contrário, há um trabalho consistente do famoso diretor Robert Zemeckis, principalmente ao caprichar nos detalhes técnicos e orientar a dupla Bard Pitt (Max Vatan) e Marion Cotillard (Marianne Beausejour).

Sobre a dupla, é interessante observar a química em cena. Brad Pitt tem uma facilidade ímpar em lidar com papeis de guerra. Com suas experiências anteriores com filmes desse estilo, Pitt dá vida com facilidade a um experiente soldado antinazismo. Marion Cotillard também não faz feio. Sua personagem tem uma veia sensual e forte, sendo a grande responsável por conduzir o filme e o suspense da trama.

Agora, de longe, o grande destaque desse filme está na parte técnica. A cenografia para representar todo o glamour da década de 1940, com cenários da famosa cidade de Casablanca (Marrocos), além de territórios ingleses. Os ângulos de câmera também chamam a atenção, principalmente em cenas onde temos a presença de espelhos e a necessidade de câmeras subjetivas. Agora, o figurino é quem mais brilha, não à toa Joanna Johnston recebeu sua segunda indicação ao Oscar (anteriormente por Lincoln). Com um trabalho bem focado na personagem de Marion Cotillard, Joanna traz um estilo de uma Hollywood antiga, ajudando a construir a persona de Marianne Beausejour.

O roteiro, apesar de desgastado e nada novo, ainda sim oferece um suspense interessante. Marion Cotillard atua bem na sua função de “ser ou não ser” uma espiã de duas faces, assim como Pitt funciona como o marido que quer respostas.

Mas, o filme se resume a isso. Alguns brilhos técnicos, outros de atuação, mas sem grandes destaques. Com certeza passará como um filme normal desses que contaram mais um episódio sobre o horror que foi a segunda Guerra Mundial; tendo como destaque os 85 milhões de dólares que gastaram em produção.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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