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Projeto 365 – Dia 275 – O rei do show

Perfeito para o que se propõe

Sinopse:

De origem humilde e desde a infância sonhando com um mundo mágico, P.T. Barnum (Hugh Jackman) desafia as barreiras sociais se casando com a filha do patrão do pai e dá o pontapé inicial na realização de seu maior desejo abrindo uma espécie de museu de curiosidades. O empreendimento fracassa, mas ele logo vislumbra uma ousada saída: produzir um grande show estrelado por freaks, fraudes, bizarrices e rejeitados de todos os tipos.

Opinião:

Temos aqui um musical clássico. Desses que o ator puxará uma canção melancólica ou feliz dependendo do estado de espírito. Para quem gosta desse tipo de proposta, “O rei do show” é um entretenimento completo e emocionante.

Não espere uma história absolutamente profunda. Apesar do roteiro ter alguns elementos surpreendentes, nem é a ideia entregar um filme a lá David Lynch da qual o espectador sai com a cabeça fervendo. O objetivo aqui é quase que de autoajuda, mostrando como um personagem de origem humilde pode ir atrás dos seus sonhos. Até mesmo os sonhos mais grandiosos.

Para isso o diretor estreante Michael Gracey conta com a experiência de Hugh Jackman. Desde o “Miseráveis” Jackman provou que pode cantar e encabeçar um espetáculo que exige habilidades específicas como coreografia e carisma com a câmera. Sem duvida é a estrela da companhia e eleva o nível do filme. Seu personagem é intrigante e complexo. Imperfeito como qualquer humano, mas que encontra uma força anormal para seguir em frente.

Essa é uma das belezas do filme. Com esse espírito de encorajar o espectador, “O rei do show” vai talhando vitórias e derrotas desde a primeira página do seu livro. Tratando de assuntos como empreendendorismo, preconceito, busca de dignidade e de autoaceitação.

Para figurar essa composição uma paleta quente que remete ao circo – afinal, estamos vendo aqui umas das histórias que deram origem ao picadeiro como conhecemos.

Citei Hugh Jackman, mas o filme conta com muitos atores. Destaque para a mulher barbada da atriz Keala Settle que encabeça os freaks com muita força e talento. Seu trabalho começa tímido e cresce até o ápice ao estrelar a música principal desse trabalho (This is me).

Além de “This is me” a linha musical conta com músicas emocionantes e que facilmente acionam o gatilho da emoção. Nesse aspecto o filme se rende ao público mais simples e abraço o sentimentalismo, apelando descaradamente para o lado emocional do cérebro do espectador.

Portanto, temos uma história rasa e emocionante, mas que ainda sim empodera quem assiste e preenche a alma de bons sentimentos. Em uma era de pessoas egoístas e sem escrúpulos, é bom ver uma história que abre os olhos para os esquecidos e renegados; vale o ingresso.

*Abaixo a música citada*

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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