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Projeto 365 – Dia 274 – Star Wars VIII: Os últimos Jedi

Não é melhor que o episódio 7, mas ainda sim gera uma perspectiva boa para o que vem em seguida.

Sinopse:

Após encontrar o recluso Luke Skywalker (Mark Hammil) em uma ilha isolada, a jovem Rey (Daisy Ridley) busca entender o balanço da Força a partir dos ensinamentos do mestre jedi. Paralelamente, o Primeiro Império de Kylo Ren (Adam Driver) se reorganiza para enfrentar a Aliança Rebelde.

Opinião:

O episódio VIII da saga Star Wars vinha cercado de uma gigantesca expectativa. Seu precursor alcançou um bom nível entre público e críticos que, quase que por lógica, exigiriam um trabalho de alto nível para representar essa que é uma das maiores franquias do cinema. Tudo ainda ficou ainda mais pesado quando Rogue One – spin off da série lançado ano passado (2016) – conseguiu manter o nível e acendeu ainda mais a vontade do público de curtir a série. Com esse preâmbulo, Star Wars VIII ainda tinha mais uma dificuldade a enfrentar: a saída de J. J. Adams da direção do filme, papel que coube a Rian Johnson que, como se já não fosse pressão o suficiente, ainda aceitou o papel de roteirista do filme.

E no que tudo isso deu? Em um excelente filme!

Claro que estamos falando de um filme do meio; sim, apesar de ser o número 8 esse trabalho está no meio da terceira trilogia, algo que demanda uma tarefa de linkar o episódio 7 e, o que é mais tenso, dar uma base boa para o filme que virá em seguida. Esse fato pede que a história não termine no climax, gerando um final rodeado de expectativa e ansiedade.

Não que isso seja algo ruim, a perspectiva criada em “Os últimos Jedi” é algo excepcional. O filme tem mais de duas horas e meia e, por mais que hoje em dia não estejamos mais acostumados com filmes tão grandes, parece que a hora passa voando. Conforme a sinopse descreve, temos dois filmes separados que, conforme o andamento, vão se influenciando, gerando uma congruência entre esses núcleos capaz de gerar boas sensações e um certo furor na sala de cinema.

O episódio 8 ainda apresenta novos personagens para rechear ainda mais o elenco novato dessa saga clássica. A partir desse filme a história é oxigenada, dando grandes possibilidades para o episódio 9. Claro, sempre contando com as presenças clássicas de personagens emblemáticos como Luke Skywalker (Mark Hammil) e a eterna princesa Leia (Carrie Fisher) para trazer o brilho do passado. Além é claro de droides como R2D2 e C3PO e o Wookiee Chewbacca.

Antes de ir para um próximo detalhe do filme, vale a pena entrar mais a fundo no aspecto que gira entorno de Carrie Fisher e Mark Hammil. A história já provou que os dois atores nunca foram ícones da profissão. Tiveram em Star Wars o papel da vida, algo com que afetou muito a forma como lidaram com a profissão. Tanto Carrie quanto Hammil não são bons atores, fica nítido em algumas cenas que os dois deixaram a desejar, ainda mais quando se exige uma atuação mais forte no aspecto emocional. Mas mesmo assim, só de ter o rosto dessas duas figuras em cena, ainda mais agora que sabemos que Carrie Fisher nos deixou, a sensação que temos na sala de cinema é de arrepio. Os dois compensam qualquer defasagem profissional com carisma e com a sua emblemática coragem de se envolver nesse projeto há tantos anos.

Por se tratar de Star Wars não podemos deixar de mencionar a trilha sonora. O gênio John Williams mais uma vez se envolve com esse projeto e coloca seu excepcional trabalho a serviço da série. Com alguns elementos novos para se misturarem as clássicas trilhas, temos muita coerência com os filmes anteriores, mantendo o nível desse que é um dos trabalhos mais simbólicos da história das trilhas sonoras.

Outro aspecto que não poderia faltar eram os efeitos visuais. Com a presença um pouco menor da tão conhecida tela verde, o episódio VIII apresentou algumas cenas feitas em estúdio, algo que deu ao filme um aspecto mais centrado em cenas internas e, o que é mais importante, uma liberdade maior para se construir cenários digitais de maior qualidade para as cenas externas. É realmente de cair o queixo uma das cenas em que há uma batalha em um campo aberto de um deserto de sal, vale a atenção redobrada.

Por fim, acrescentando um toque de humor que jamais vimos antes, esse filme consegue ser uma boa ponte entre passado, presente e futuro, garantindo boas perspectivas para antigos e novos amantes da saga. Que venham os novos episódios e que continuem a respeitar esse que é um dos maiores patrimônios do cinema mundial.

PS: a inserção de novos “bichos” para a saga deu o aspecto Disney ao filme. Algo que conseguiram fazer com sutileza e sem estragar o contexto geral.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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