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Projeto 365 – Dia 270 – Liga da Justiça

É incrível como os filmes da Warner em parceria com a DC Comics tem falhas fundamentais; a sorte é que os personagens e a história da Liga da Justiça conseguem ser muito maior que suas produtoras.

Sinopse:

Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes – Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.

Opinião:

É muito ruim começar um texto sobre um filme apontando as falhas, até porque, parece que você está criando uma atmosfera de perseguição. Mas não tem como. O início desse filme é tão perdido, tão estranho e tão acelerado que é complicado até para os fãs da DC defendê-lo.

Como vocês podem ver na sinopse, ou no filme já que muitos já assistiram, temos uma gama enorme de personagens nesse filme. Diferente da Marvel que apresenta seus personagens em filmes solos, a DC resolveu apresentar grande parte do elenco principal em apenas um trecho de filme. Isso gera uma bagunça sentimental, proporcionando ao espectador uma experiência nada agradável de ter que engolir a seco a história e se contentar com uma apresentação bem rasa de cada personagem. Algo que é uma pena, pois esses novos personagens apresentados de maneira superficial tem grandes atrativos e uma legião de fãs.

Outro erro é a forma como o diretor Zack Snyder juntou as histórias anteriores a esse filme. Como todos sabem “Liga da justiça” é um filme central, da qual abre caminhos para novos filmes e, por lógica, sincroniza trabalhos anteriores. Esse papel de integrador de histórias é feita de uma maneira tão sem criatividade que chega a ser ofensivo aos fãs de carteirinha da DC Comics. Uso de frases dos filmes anteriores, diálogos sem importância entre outras tentativas de explicar para o espectador a bagunça que eles mesmos fizeram.

Esses erros todos ficam concentrados no primeiro terço do filme. Após isso, é possível ver uma evolução. Para quem sobreviver a primeira parte meio perdida, a recompensa acaba sendo positiva. O filme consegue atenuar o excesso de cores cinza que os trabalhos anteriores (menos Mulher Maravilha) tinham. Nesse filme veremos um conjunto maior de cor e menos utilização de sombras duras para trazer para tela a sensação de um filme sombrio. Com os novos personagens ainda será possível ver a presença de alguns alívios cômicos, permitindo ao filme fluir entre o drama e a comédia – sim, acaba seguindo o caminho que a Marvel resolveu adotar.

Como cito acima, esses personagens novos acabam encorpando a história e trazendo novos elementos positivos para agregar ao conjunto geral da trama. Será exposto uma discussão bem inteligente sobre o papel da tecnologia e de como lidamos com o uso de energias da qual não somos familiarizados. É realmente interessante observar como as máquinas estarão cada vez mais ligadas a nós, seres de carne e osso.

Outro detalhe que chama a atenção, para uns positivamente e para outros nem tanto, é a proporção dada a cada herói. Fica bem evidente que a DC quer arrumar a casa e dar poderes maiores para heróis não humanos. Aquaman, Mulher Maravilha e Superman ganham um ar de superiores, deixando os outros integrantes da equipe apenas com papeis menores e com o lado humano bem evidenciado – ou seja, frágil. Isso cria uma certa inferiorizarão de um dos personagens mais importantes da DC, o Batman. Por mais importância que ele tenha para o filme, o morcego acaba sendo representado como um figurão já de meia idade, com uma série de transtornos psicológicos e que, quase como um último suspiro, tenta criar uma liga para ter alguém para proteger o planeta. Eu, particularmente, achei isso interessante. Gosto disso da Warner dar continuidade a figura do Batman, criando uma atmosfera inclusiva para os filmes mais antigos ainda interpretados por Christian Bale.

Por fim, na terço final o filme acaba dando boas perspectivas para a continuação da saga, mesmo sabendo que ainda há muito o que acertar. Tirando alguns excessos de câmera lenta e um ou outro ângulo de câmera desfavoráveis, o filme é bem feito e consegue entreter. Ainda vale mencionar a presença de um vilão bem construído e que servirá de ponto central para o eixo antagônico do filme. Lex Luthor, interpretado por Jesse Eisenberg terá um grande papel de elevar ou desqualificar os próximos filmes.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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