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Projeto 365 – Dia 268 – Thor: Ragnarok

Assim como previsto, Thor: Ragnarok é um filme inútil…

Sinopse:

Thor (Chris Hemsworth) está preso do outro lado do universo. Ele precisa correr contra o tempo para voltar a Asgard e parar Ragnarok, a destruição de seu mundo, que está nas mãos da poderosa e implacável vilã Hela (Cate Blanchett).

Opinião:

Confesse que soa meio cruel chamar um filme de inútil, já que Thor: Ragnarok tem suas qualidades. Mas eu fico bem decepcionado quando um filme apresenta uma história sem profundidade e com um certo desdém para com as cenas importantes.

O forte do filme está no humor. O diretor Taika Waititi – que é comediante, consegue emplacar boas cenas para proporcionar o riso, deixando o filme infinitamente mais leve do que deveria. O humor é tão usado que temos um espetáculo quase infantil, deixando a desejar quando a trama pede um pouco de drama.

Essa ausência de drama em cenas chaves é o que joga o filme para baixo. Não posso entrar em detalhes para não dar spoiler, mas o tempo todo haverão tragédias e os personagens lidarão com elas com uma simplicidade digna de assassinos psicopatas, ou seja, sem qualquer emoção ou compaixão.

E isso não fica só por conta do inexpressivo Chris Hemsworth que faz o personagem principal. A ausência de sentimentos também ronda quase que o filme inteiro, transformando Thor: Ragnarok em um sorriso amarelo (aquele de nervoso, sabe?).

Quem consegue se safar da mediocridade, ou seja, ficar acima da média, são os atores Cate Blanchett (Hela) e Tom Hiddleston (Loki). Ela por ter que fazer uma vilã criada a partir do nada, afinal, nunca houve nenhuma menção a ela em nenhum filme solo do Thor ou dos vingadores, algo que acaba soando sempre como uma bela bucha para os atores. E ele por ser um personagem coadjuvante que ganhou espaço por conta do carisma quase que natural do ator – é realmente impressionante como Tom Hiddleston consegue fazer um vilão e, ainda sim, ter o público ao seu lado.

Outro ponto que tem um destaque é a fotografia. Trazendo elementos quentes e religiosos, Thor: Ragnarok traz para tela uma paleta de cores bem intensa e chamativa. A questão da religiosidade funciona compondo a mitologia em si, dando ao filme uma base visual que agrega ao espetáculo.

O filme ainda traz uma leve menção aos Vingadores, trazendo para tela mais dois personagens da série: Hulk e Doutor Estranho. Esses dois realmente são personagens mais emblemáticos, Hulk consegue mostrar um sofrimento psicológico que o próprio filme ignora, mas que traz consequências bem marcantes para a sequência Avengers. Doutor Estranho faz uma pequena aparição para mostrar qual é o seu papel daqui para frente, algo que também soa importante para o plano geral dos filmes Marvel.

De resto, com poucos acertos e mais erros, Thor acaba sendo um filme sem expressão. Causando uma boa sensação para quem assiste por conta do humor, mas deixando a desejar por criar uma história sem emoção e que simplesmente poderia ter sido contada em um flashback. Thor: Ragnarok encerra um ciclo da mesma maneira que começou, sem muito sal nem açúcar…

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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