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Projeto 365 – Dia 254 – A torre negra

Farei esse relato como um espectador cru, ou seja, aquele que não leu o livro e que admira os filmes, e livros, do mestre do suspense Stephen King.

Sinopse:

Um pistoleiro chamado Roland Deschain (Idris Elba) percorre o mundo em busca da famosa Torre Negra, prédio mágico que está prestes a desaparecer. Essa busca envolve uma intensa perseguição ao poderoso Homem de Preto (Matthew McConaughey). Os mundo contam com passagens entre tempos diferentes, encontros intensos e confusões entre o real e o imaginário. Baseado na obra literária homônima de Stephen King.

Opinião:

Logo de cara, nos primeiros minutos do filme, já sabemos o que esperar. Uma trama com muito suspense, bem amarrada e, claro, que irá resumir – ou pelo menos tentar, todo o trabalho dos 8 livros de Stephen King.

Óbvio que os fãs da série vão reclamar. É impossível resumir em duas horas tantos detalhes criado por King em oito livros. Personagens foram retirados e houve uma clara simplificação. Mas, não dá para negar que houve um trabalho digno – repito, não li, apenas fiz algumas pesquisas.

O filme conta com um bom suspense. Um vilão verdadeiramente ruim e sem escrúpulo, tangenciando entre o escracho exagerado para provar que é mau, até cenas bem pesadas das quais não estamos acostumados, ainda mais se compararmos com filmes de super herói onde vilão só sabe fazer discurso. Méritos para Matthew McConaughey. Pode não ter feito o melhor trabalho da vida, mas consegue criar um personagem forte e que agrega ao filme. É bem perceptível que Matthew deixou de lado os papeis de comédia romântica e resolveu investir em papeis mais desafiadores.

Por falar nos atores, há ainda o jovem Tom Taylor. Por mais que ele não apareça na sinopse, Tom interpreta, pelo menos no filme, o protagonista da história. O jovem de 16 anos carrega o lado emocional do roteiro. Excluído e perturbado, Tom da vida a Jake Chambers, uma criança que tem sonhos perturbadores, das quais ele materializa em desenhos misteriosos. O papel de Jake é, além de ajudar o pistoleiro, sobre quem eu falarei no próximo parágrafo, de sintonizar nós, humanos desse planeta Terra, com a ficção criada pelo autor americano. Jake é o nosso olho dentro da história, o único personagem importante do filme que não conhece o mundo sombrio onde a história se passa. As dúvidas de Jake vão esclarecendo o roteiro e preenchendo as lacunas do quebra cabeça.

Roland Deschain é o super herói. Ao melhor estilo pistoleiro de velho oeste, o ator Idris Elba faz um bom trabalho nesse filme. De fato é bem perceptível que ele tenta dar vida a algo que no livro é bem mais intenso. As cenas de luta e ação proporcionada por Idris realmente elevam o nível do filme.

Com o passar do tempo o filme vai se encaminhando para o final, com nuances interessantes e capaz de prender o público. Mérito para o diretor Nikolaj Arcel que criou bons dois terços de uma trama difícil de se resumir. O problema fica mesmo com o final. O final fica muito simplório. Dá a sensação que o diretor quis deixar uma brecha para a criação de uma sequência, algo que, em minha opinião, consertaria esse final ensosso e previsível. Mas eu realmente duvido que ocorra, até pelo fato de ter quase certeza que os fãs do livro não abraçarão a história.

Portanto, temos sim um bom filme. Como digo acima os dois primeiros terços são bem feitos. Há bastante ação e bons efeitos visuais, além de uma fotografia bem caprichada e apocalíptica. A pobreza mesmo fica por conta de um final encurtado, tendo como ato principal uma resolução ligeira e sem muita dificuldade, deixando a desejar pela expectativa criada.

 

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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