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Projeto 365 – Dia 239 – A bela e a fera (2017)

Sinopse:

Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

Opinião:

“É possível alguém ser feliz sem ser livre?”

Em 1991, a Disney resolveu transformar em animação o conto francês “La Belle et la Bête (1740)” de Gabrielle-Suzanne Barbot, a dama de Villeneuve. O resultado disso foi a histórica indicação ao Oscar de melhor filme em 1991, e os dois prêmios para melhor canção e trilha sonora da época.

Ou seja, o panorama histórico desse filme é, no mínimo, brilhante. Uma verdadeira obra prima para orgulhar os produtores.

Agora, quando o estúdio resolve fazer uma refilmagem em live-action e, por mais impossível que isso possa parecer, consegue fazer um trabalho ainda melhor que o desenho de 1991, aí é para aplaudir de pé.

O diretor Bill Condon é o novo responsável pelo trabalho, mas teve muito auxílio de Stephen Chboskye e Evan Spiliotopoulos, a dupla de roteiristas que, de maneira corajosa, acrescentam novos detalhes sem estragar o roteiro original, além de entregar uma trama mais adulta sem perder o encantamento natural.

Esses novos detalhes são só um dos aspectos a serem destacados, já que o figurino, a fotografia e a edição deixam os espectadores sem fôlego e arrepiados. Não tenho noção se essa sensação que tive é por conta da nostalgia, mas a sessão se tornou mágica, transformando o figurino de Jacqueline Durran em algo ainda mais belo que a animação original, além é claro da fotografia exuberante da talentosa Sarah Greenwood.

A remodelagem dos personagens originais também merecem destaque. Quase todos ganham algum detalhe novo, seja no capricho da produção, ou até em espaço para a trama. O grande exemplo disso é o personagem Lefou. O eterno comparsa de Gaston é interpretado pelo ator Josh Gad que, de maneira delicada e sutil, introduz um personagem surpreendente e íntegro, tendo um destaque natural quando está em cena.

Ainda sobre as personagens, vale destacar o trio Emma Watson (Bella), Luke Evans (Gaston) e Dan Stevens (Fera). Emma, que sempre trará consigo o fardo eterno de Hermione (saga Harry Potter) consegue se desvencilhar do papel. Constrói uma Bella fiel a personagem tradicional, mas com pequenos elementos novos que ressaltam a inteligência da personagem, além da sensibilidade e da perspicácia dessa princesa da Disney. Evans faz um Gaston exatamente igual ao clássico narcisista. Sua aparência física assusta de tão semelhante a obra anterior. Dan Stevens, o menos famoso dos três, não deixa a desejar. Consegue trazer um personagem agressivo e sutil, mostrando hábeis movimentos na hora de reproduzir esse paradoxo.

De resto, temos as músicas e as cenas que encantaram a geração de 1990, causando um impacto visual e sonoro digno de Oscar e, o que é mais importante, de orgulhar o mestre do encantamento Walt Disney. Que bom ver a Disney voltar ao seu apogeu, seja bem vinda de volta ao panteão dos melhores, lugar que nunca deveria ter saído.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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