Home / Blackcine / Projeto 365 – Dia 229 – Jackie

Projeto 365 – Dia 229 – Jackie

Sinopse:

Jacqueline Kennedy (Natalie Portman), inesperadamente viúva, lida com o trauma nos quatro dias posteriores ao assassinato de seu marido, o então presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy.

Opinião:

“A maioria das pessoas não precisa cuidar do funeral do presidente dos Estados Unidos horas depois da morte dele”

John F. Kennedy foi o 8º presidente do Estados Unidos a ser morto em pleno exercício do poder. Dessa forma, Jackie Kennedy estava correta ao dizer que a maioria das pessoas não tiveram essa experiência de enterrar um presidente dos Estados Unidos. Por conta disso, a curiosidade sobre como foram esses dias pós morte de JK foram enormes, algo que o diretor Pablo Larrain tenta satisfazer.

A história se concentra na entrevista do jornalista Theodore H. White, da revista Life, com a viúva feita em sua casa em Massachusetts. Esse episódio ocorreu verdadeiramente e deu origem a uns dos artigos mais famosos da revista Americana. A partir disso, com um roteiro alinear e cenas reais do ocorrido, o filme vai desenhando a trama e desenvolvendo a história sob o ponto de vista da viúva de Jackie Kennedy.

Por conta disso, todo o trabalho desse filme foi focado em Natalie Portman. A atriz Israelense (sim, Natalie nasceu em Israel) dá vida a esse figura misteriosa, vaidosa e contida, tentando criar, a partir da tragédia, a personalidade de Jacqueline Kennedy. Nesse trabalho não veremos cenas impactantes das quais todo o talento de Natalie extravasa de forma visível ou escancarada. A personalidade de Jacqueline era diferente, lidando com a situação de uma forma serena e sarcástica, exigindo que a atriz criasse uma pessoa com um nível altíssimo de responsabilidade e com uma dor abarcada.

Todo esse trabalho da atriz é ampliado através da forma como o diretor resolveu filmar Natalie. Com um enquadramento em primeiro plano no rosto da personagem, o filme vai virando um retrato das emoções de Portman, dando a ela toda a responsabilidade do filme.

Para criar um alívio para a atriz, o filme faz um trabalho bem caprichado na construção da fotografia. Com filmagens internas (Casa Branca) e externas somos expostos a um bom trabalho de Stéphane Fontaine. Como comento acima, o uso das imagens reais que foram amplamente utilizados na época da tragédia, mostra todo o esmero que o filme teve na composição das cenas e dos cenários.

O figurino também entra nessa categoria de cópia da realidade. Retratando o estilo único de Jacqueline Kennedy e utilizando todo o glamour da ex-primeira dama, a figurinista Madeline Fontaine utiliza peças bem elegantes e faz sua criação em parceira com a empresa francesa Chanel.

Para não dizer que o filme não tem defeitos, fica a pequena observação para a parte da edição do filme. Com cortes secos que não agregam nada, temos uma montagem que precisava de um pouco mais de cuidado, tendo nessa parte do acabamento o ponto negativo desse trabalho.

Mas isso não tira o brilho da trama. Temos um filme que representam bem quem foi Jacqueline Kennedy e, o mais importante, satisfaz um pouco da curiosidade que muitos tinham quanto as decisões que a primeira dama tomou logo após o ocorrido.

Comentários

comentários

About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

Leave a Reply

Your email address will not be published.