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Projeto 365 – Dia 224 – La La Land: Cantando Estações

Sinopse:

Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

Opinião:

“Cidade das estrelas, você está brilhando só pra mim?”

Quando um filme é dirigido e roteirizado pela mesma pessoa temos, por motivos óbvios, uma coesão bem agradável na tela. Essa missão coube a Damien Chazelle, o mesmo produtor de Whiplash – Em Busca da Perfeição e que parece gostar de filmes com temática de musical, já que “La la land” tem como objetivo proporcionar um espetáculo digno dos musicais da época de Fred Astaire e Gene Kelly.

Com uma fotografia colorida e lúdica, o diretor de fotografia Linus Sandgren merece o destaque principal deste filme. Todo o trabalho tem uma paleta de cores bem variada, com composições vibrantes e bem vivas, utilizando diversos tipos de recursos para representar a terra dos sonhos do cinema.

Para auxiliar a fotografia a composição dos cenários também recebeu bastante recursos. Desde as cafeterias até lugares mais importantes para o filme são bem representados e montados. É bem perceptível que os detalhes em cena foram pensados, tendo como referência principal a música (em especial o jazz) e, os musicais clássicos.

Para preencher a história temos um tema já desgastado. Um drama com um músico frustrado e uma jovem que sonha em ser atriz não é nenhum pouco novo, porém, o desfecho da trama e o modo como o roteiro caminha acaba compensando a falta de criatividade para produzir algo interessante. O objetivo de homenagear os clássicos acaba auxiliando a ideia central e ameniza a sensação de que o filme não traz novidades.

Para ser fiel a temática proposta, o diretor Damien Chazelle dá um ritmo lento ao filme. Assim como uma válvula antiga, o espetáculo começa bem morno e rodeado de músicas que tem apenas o objetivo de apresentar as personagens; mas conforme o tempo passa, a válvula vai se aquecendo e o filme encorpa, chegando ao final com um desfecho absolutamente surpreendente e com as melhores composições musicais.

Com um trabalho agradável e bem feito, Justin Hurwitz é o responsável pelas músicas de “La la land”. Contando com uma voz doce da protagonista – Emma Stone, e um grave nem tão bom assim de Ryan Gosling, as músicas vão ilustrando o roteiro recheado de dramas e emoções. Junto das músicas os atores ainda mostram seus dotes para sapateado, dança coreografada e habilidades com instrumentos musicais para compor cenas grandiosas e demonstrar todo o trabalho que tiveram antes das filmagens.

Em resumo, com um quê de filme antigo, auxiliado pelo figurino de Mary Zophres, “La la land” oferece um espetáculo bem agradável e encantador, abusando do lado artístico para atrair público e crítica, mas que comete o pequeno pecado de não oferecer nada de novo.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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