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Projeto 365 – Dia 218 – A Lenda de Tarzan

Sinopse:

Releitura da clássica lenda de Tarzan, na qual um pequeno garoto órfão é criado na selva, e mais tarde tenta se adaptar à vida entre os humanos. Na década de 30, Tarzan, aclimatado à vida em Londres em conjunto com sua esposa Jane, é chamado para retornar à selva onde passou a maior parte da sua vida onde servirá como um emissário do Parlamento Britânico.

Opinião:

“Ele não é um homem comum…Acredita-se que era um espírito do mal…um fantasma das árvores. Nenhum homem jamais começou com menos.”

Não é de hoje que a indústria do cinema resolve ressuscitar o personagem criado pelo escritor estadunidense Edgar Rice Burroughs em 1912. Desde 1918, ano em que o personagem apareceu a primeira vez nos cinemas, Tarzan vem sendo reavivado para atrair pessoas para as discussões políticas e sociais que giram entorno dele.

A pergunta que fica é: o que essa versão traz de novidade?

De certa forma a resposta para essa pergunta é: NADA. Não que o filme não valha a pena, abaixo listarei alguns bons pontos que convença as pessoas a assistir, mas, de novidade, de diferença para outros trabalhos, apenas a tecnologia implantada referente ao nosso atual momento endinheirado da industria cinematográfica.

 O que melhor representa essa tecnologia são os efeitos especiais e toda a produção gráfica desse trabalho. Essa produção custou simplesmente 180 milhões de dólares investidos em produção de animais, cenários gigantescos e caprichados, além de batalhas braçais e campais.

Outra parte da verba vai para os atores. Samuel L. Jackson (George Washington Williams) interpreta um personagem que transita nas duas partes do roteiro; a selva e a parte política. Margot Robbie traz uma Jane ousada com as palavras, mas com a fragilidade tradicional da personagem. Christoph Waltz (Capitão Rom) interpreta o antagonista da trama com sua já habitual grande capacidade. E por fim, o ator Alexander Skarsgård (Tarzan) é o mais desconhecido do corpo principal do elenco, embora já tenha alguns bons trabalhos.

O roteiro do filme ganha uma roupagem alinear e política. O uso de regressões temporais ajudam o espectador a relembrar a história já tão contada de Tarzan, além de situar exatamente a época em que o filme se passa (como dito na sinopse o filme se passa na década de 1930). A parte política fica por conta das discussões sobre escravidão e uso indevido de terras Africanas, fazendo com que quase todos os personagens tenham uma vestimenta aristocrática e outra para encarar o clima hostil das florestas.

Por mais que esse roteiro não tenha grandes diferenças das antigas histórias, é válido lembrar que, na grande maioria dos roteiros com o personagem Tarzan, o filme sempre soa meio tosco, exagerado ou tende para o lado humorístico; algo que não acontece com esse filme. Claro que o exagero está presente, afinal, estamos vendo um homem que foi transformado em lenda, algo que as vezes soa meio mentiroso, principalmente ao vermos as lutas, mas só de não haver piadas mal colocadas, vilões estúpidos, atores ruins e uma história bem nova já é algo positivo.

Porém, ainda sim é uma obra que já foi exprimida e muito utilizada, o que por muitas vezes traz cenas previsíveis, desfechos confortáveis e uma sensação de que não vimos nada de novo.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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