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Projeto 365 – Dia 217 – Uma questão de fé

Sinopse:

Uma menina cristã, Rachel Whitaker vai para a faculdade para seu primeiro ano e começa a ser influenciada pelo professor de biologia (Harry Anderson), que ensina que a evolução é a resposta para as origens da vida. Quando o pai de Rachel, Stephen Whitaker(Jay Pickett) sente algo mudando com sua filha, ele começa a examinar a situação e o que ele descobre o pega totalmente desprevenido. Agora muito preocupado com Rachel se afastando de sua fé cristã, ele tenta algo fazer algo sobre isso!

Opinião:

“Freud está errado”

É a segunda vez que me proponho a assistir uma obra religiosa que, de maneira subliminar, tenta doutrinar o espectador e convencê-lo que o caminho mais correto é o de Deus. E pela segunda vez é nítido que a obra se torna um monstro dividido em duas partes: a primeira um filme cheio de clichês e histórias vazias, e a segunda um debate desequilibrado que colocam as pessoas que não acreditam em Deus como vilões ou má pessoas. (Aqui está o primeiro filme que analisei dentro dessa temática)

Quando cito a palavra “monstro”, estou me referindo a forma desastrosa que essas obras montam seus roteiros, deixando a peça com cara de amadora e dividida em duas partes sem conexão e sem um meio bem contextualizado (igual a um Frankenstein). Filmes que não pertencem a grande indústria (independentes) costumam ter essa característica, mas compensam com uma ideia criativa e empolgante, algo que não aconteceu aqui.

Isso poderia ser considerado apenas um erro, já que envolve menos dinheiro na produção e pessoas que estão começando na área, mas infelizmente é algo proposital. Digo isso pois o ideal dessa produção é servir para atrair pessoas para o que ela diz, e não para encantar como história em si. O que noto nessas duas obras é o total descompromisso pelo filme, deixando a mensagem que quer passar como algo muito maior.

O que mais comprova essa teoria são os detalhes técnicos. vamos a eles:

  • Trilha sonora

A trilha é sempre doce e emocionante quando retrata as pessoas que defendem a mensagem religiosa; quando os antagonistas estão em destaque no vídeo a trilha desaparece, deixando um clima sombrio entorno do personagem.

  • Fibra moral

Nas duas obras as personagens tem a sua fé contestada por pessoas de mais conhecimento e de aspecto arrogante. Deixando aquele que possui fé como uma pessoa humilde e da qual precisa de ajuda para manter sua crença. Aqui está a “função” do filme. Essas obras são feitas para aqueles que tem dúvida dessa fé, sejam religiosos que não crêem mais, ou pessoas que foram questionadas e agora estão em dúvida. O objetivo aqui é mostrar para as pessoas que duvidam dessa crença que há pessoas ao lado dela, reforçando a fé e servindo para manter viva esse tipo de pensamento.

Antes que digam que eu sou contra religião ou contra filmes religiosos, defendo-me dizendo que gosto de filme bom, seja feito por A, B ou C. A minha maior frustração nesses dois filmes é a falta de compromisso pelo filme, já que criam antagonistas aonde não se existe, deixando o debate que a história prometeu realizar pobre e desequilibrado.

Ao ler a sinopse ficamos esperando que haja um embate entre duas formas de pensamento, algo que não acontece. Somos expostos apenas ao pensamento religioso e vemos o outro lado apenas como antagonistas. Algo que, infelizmente, deixa esse filme com características amadoras e de aspecto infantil.

 

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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