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Projeto 365 – Dia 216 – Deus (não) está morto

Sinopse:

Quando o jovem Josh Wheaton (Shane Harper) entra na universidade, ele conhece um arrogante professor de filosofia (Kevin Sorbo) que não acredita em Deus. O aluno reafirma sua fé, e é desafiado pelo professor a comprovar a existência de Deus. Começa uma batalha entre os dois homens, que estão dispostos a tudo para justificar o seu ponto de vista – até se afastar das pessoas mais importantes para eles.

Opinião:

“Só um grande risco pode testar a realidade de uma crença”

Ao terminar de assistir esse filme, a única sensação que fica para quem gosta de cinema e boas discussões é: decepção. Ao iniciar a obra, o roteiro propõe, através de uma história central e outras paralelas, discutir a existência de Deus. As primeiras discussões aparentam ter um alto nível, com bons argumentos para ambos os lados (os que acreditam e os que não). O problema começa quando o embate se torna desproporcional, tornando as pessoas que não acreditam em Deus, ou não acreditam NO Deus defendido pelo filme, como pessoas arrogantes, cruéis e tristes.

Junto disso, acrescente atores bem medianos, que até se superam em algumas cenas e passam emoção, mas, no geral, acabam fazendo um trabalho digno de uma produção religiosa, com um pouco mais de esmero que aquelas encenações teatrais de crianças que fazem catequese.

Para não dizer que o filme é um desastre total, há um brilho na proposta de mostrar aos espectadores que é importante defender suas convicções, independente do que digam a você. Nesse aspecto o roteiro é bem rico ao usar histórias simultâneas e construir um final coerente e integrado desse conjunto de peças dentro do filme.

Outro bom aspecto são as citações de personalidades como Albert Einstein , Nietzsche, Aristóteles, entre outros, tentam trazer um pouco de peso e razão para os dois lados, recheando a parte central do trabalho e tentando consertar o desastre da obra dirigida por Harold Cronk.

Portanto, no âmbito geral, o filme é claramente uma defesa religiosa da existência de Deus, desequilibrando a discussão proposta inicialmente e servindo apenas para evangelizar as pessoas para a fé cristã. Uma pena, pois a discussão desse tema poderia ter gerado um rico roteiro, capaz de criar uma obra alternativa e inteligente; ao invés disso, temos uma forma popularesca de trazer jovens para dentro desta específica fé.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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