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Projeto 365 – Dia 213 – Life – Um retrato de James Dean

Sinopse:

Às vésperas do lançamento do filme “Vidas Amargas” (1955), James Dean (Dane DeHaan) ainda não era um ator famoso. Os estúdios têm grandes planos para transformá-lo em um astro, mas ele não se sente à vontade com a vida de festas, eventos e autógrafos. O fotógrafo Dennis Stock (Robert Pattinson), apostando no sucesso iminente de James Dean, pede para fotografá-lo em um ensaio para a revista Life, mas recebe apenas respostas negativas. Um dia, para fugir da promoção de “Vidas Amargas”, Dean esconde-se na fazenda de sua família, e leva o novo amigo Stock junto dele. Neste local, o fotógrafo registra as imagens mais famosas de toda a carreira do ator.

Opinião:

– O que você vai fazer com tanto talento?

– Vou manter guardado

O diálogo acima representa bem a personalidade dos dois personagens principais desse filme. A pergunta é feita por Dennis Stock, um fotógrafo cansado de tirar fotos vazias de celebridades e que enxergou e Dean uma oportunidade de fazer algo grande. A resposta é dada pelo rebelde e, ainda desconhecido, James Dean, um ator que chamava à atenção pelo jeito debochado e pela personalidade incomum.

O ator “Dane DeHaan”, que interpreta Dean, constrói uma personagem que possui poucos registros históricos, afinal, para quem conhece a história de James Dean sabe que sua vida foi tão curta quanto sua carreira (faleceu com 24 anos). Por isso, é compreensível que o personagem que vemos em cena seja uma caricatura do que era Jean, o que dificulta ainda mais o trabalho dos roteirista, do diretor e também do ator. Porém, apesar dessas dificuldades, Dane traz para tela um personagem que atrai. Com uma voz suave e rouca, um jeito meio preguiçoso de um jovem que vive de ressaca e uma personalidade amorosa, dá para se encantar com o trabalho e acompanhar até o fim o jeito despojado que o diretor Anton Corbijn conduz esse personagem.

dane

Em contraste a Dean, pelo menos inicialmente, Dennis Stock já era um fotógrafo consagrado. Trabalhando para uma das revistas mais icônicas do mundo, a Life, Stock arriscou sua reputação ao perseguir um jovem ator desconhecido, tentando mostrar ao mundo que era capaz de criar arte com suas fotos e sair da sua zona de conforto que era fotografar celebridades consagradas. Robert Pattinson mostra mais uma vez que consegue fazer papeis mais dramáticos e bem construídos do que o de Edward para a série “Crepúsculo”.

Conforme a relação dos dois se entrelaça, o filme vai ganhando corpo e intensidade. O trabalho começa a expor o drama dos dois e escancara o quanto as pessoas que vivem nesse mundo do cinema sofrem, principalmente por não conseguir ter a felicidade que aparentam.

robert-pattinson

Além do bom trabalho dos dois atores, o filme traz outro elemento bem positivo. A parte estética, que é composta pela fotografia, figurino, cenário, maquiagem e iluminação é um primor. Retratando o ano de 1955, a todo tempo vemos algum detalhe que nos remete aos anos 1950, dando um ar de nostalgia e requinte ao filme, demonstrando um cuidado e um respeito com a época e as histórias retratadas. Além é claro de sempre utilizar o marcante vermelho do emblema da revista Life.

detalhes-life

Por fim, o detalhe que deixa essa obra com um aspecto ainda mais belo, a imitação da realidade. Graças a tragédia que encurtou a vida de Dean, as fotos que Dennis Stock tirou ficaram marcadas e viraram história. Se no ano de 1955 elas apenas ilustraram uma reportagem que preencheu o miolo da revista, hoje são os únicos registros, além dos filmes, que existe de James Dean. Por isso, o roteiro dessa obra segue em linha cronológica as fotos originais, retratando a cenas e trazendo para o cinema os bastidores dessas fotos tão importantes para a história do cinema.

Deixo abaixo alguns exemplos de como o filme seguia a risca as fotos de Stock.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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