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Projeto 365 – Dia 208 – Mogli – O menino lobo

“O extraordinário é viver”

Sinopse:

A trama gira em torno do jovem Mogli (Neel Sethi), garoto de origem indiana que foi criado por lobos em plena selva, contando apenas com a companhia do urso Baloo (Bill Murray) e da pantera negra Bagheera (Ben Kingsley), sem nenhum contato com humanos. O menino é amado pelos animais, mas visto como uma ameaça pelo temido tigre Shere Khan (Idris Elba), que está decidido a matá-lo. Com a família de lobos ameaçada, Mogli decide se afastar. Baseado na série literária de Rudyard Kipling.

Opinião:

O último filme que assisti – e que gostei, foi da Disney. Trata-se de Zootopia e sua forma delicada de tratar assuntos pesados como preconceito. Mogli – o menino lobo, assim como Zootopia, pertece a mesma produtora e, também consegue de maneira delicada tratar de outros assuntos complicados. E isso é um baita mérito para Disney.

Nesse caso o que mais chama à atenção é a intolerância do personagem Shere Khan para com o protagonista da história. Shere Khan representa, através de uma metáfora muito interessante, as pessoas radicalizadas que temos hoje em dia. Pregando um ódio descabido por uma criatura apenas por ela ser quem ela é. Algo muito semelhante com que fazem com negros, homossexuais, mulheres etc..

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Se o filme fosse somente sobre isso, já valeria a pena. Pois discutir essa situação com crianças e adultos já é uma bela mensagem que um filme pode passar.

Mas Mogli não é somente isso.

Logo de cara somos expostos a cenários absolutamente fantásticos. Christopher Glass, o diretor de fotografia, está de parabéns. Mogli tem construções digitais de cair o queixo. A todo momento estamos vendo cenários com fundo infinito e com uma riqueza de detalhes digna de ser observada pelo Oscar.

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Dentro da fotografia ainda se destacam outros dois elementos: o olhar das personagens e a criação dos animais.

Existem diversas cenas onde veremos o olhar profundo e sábio da pantera negra Bagheera, ajudado por um contraste de luz bem pesado onde a personagem desaparece e apenas seus olhos guiam o espectador. Agora, os animais, todos, são o destaque maior. A riqueza de detalhes, seja nos personagens principais ou coadjuvantes, é espantosa. Fica quase difícil de acreditar que o jovem ator Neel Sethi não está interagindo com personagens criado em computador.

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Neel Sethi, de 12 anos, também ajudou muito. O jovem ator cresce nas cenas mais fortes e interage bem com atores que não existe. Pense na dificuldade que deve ter sido atuar em um filme onde você é o único ator de pele e osso. Pois bem, esse garoto se deu muito bem nesse desafio.

Outro bom papel do filme é a valorização da inteligencia humana. Costumamos ser críticos quanto a nossa raça; dizemos que somos capazes dos maiores horrores e catástrofes da face da Terra, o que não é mentira, mas nos esquecemos o quanto fomos inteligentes para nos adaptar e chegarmos a essa civilização que temos hoje. O filme bate direto nessa tecla de que o homem é um ser privilegiado em questão de adaptação, mostrando que a nossa força vai muito além de músculos.

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Para fechar, a obra ainda cita a forma como os animais lidam com situação de escassez. Nessa parte o homem perde o posto de ser mais inteligente e assiste a uma aula de ética para que todos os seres possam ter a mesma chance de sobrevivência.

Juntando esses dois últimos parágrafos, inteligencia de homens e dos animais, temos a mensagem final do filme: todos são importantes. A sensação que fica ao término da obra é que todos tem sua importância e, aquele que tenta se tornar superior a isso, estraga a boa convivência.

PS: Não poderia deixar de citar a trilha sonora de John Debney. Por mais que ela não chame tanta atenção, ainda sim há elementos do clássico desenho da Disney de 1967 e esse trabalho guia nossas emoções ao lado da exuberante fotografia.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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