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Projeto 365 – Dia 199 – Esquadrão Suicida

“We are bad guys”

Sinopse: 

Após a aparição do Superman, a agente Amanda Waller (Viola Davis) está convencida que o governo americano precisa ter sua própria equipe de meta humanos, para combater possíveis ameaças. Para tanto ela cria o projeto do Esquadrão Suicida, onde perigosos vilões encarcerados são obrigados a executar missões a mando do governo. Caso sejam bem-sucedidos, eles têm suas penas abreviadas em 10 anos. Caso contrário, simplesmente morrem. O grupo é autorizado pelo governo após o súbito ataque de Magia (Cara Delevingne), uma das “convocadas” por Amanda, que se volta contra ela. Desta forma, Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), El Diablo (Jay Hernandez) e Amarra (Adam Beach) são convocados para a missão. Paralelamente, o Coringa (Jared Leto) aproveita a oportunidade para tentar resgatar o amor de sua vida: Arlequina.

Opinião:

O filme “Esquadrão suicida” é uma balança quebrada. Sabe aquele balança antiga que você tem dois lados para se por peso e achar um equilíbrio preciso? Pois bem, nesse filme existem poucos elementos do lado bom e, infelizmente para os fãs da DC, muitos elementos do lado ruim.

A parte positiva fica para a direção de arte. Roman Vasyanov, diretor de fotografia do filme, escolhe uma paleta de cores deslumbrante. O filme ganha um aspecto fotográfico bonito e agradável aos olhos mais exigentes em termos de cores e uso das mesmas. Algo que ajuda os bons efeitos especiais que colocaram na trama. Esses não tão perfeitos, mas que ainda sim são bem caprichados.

paleta de cores esquadrao suicida

Agora, a partir daqui, não há elogios…(e sério, eu digo isso com dor no coração de quem esperava muito do filme).

O problema mais grave está no roteiro. Esse trabalho foi muito mal conduzido. Não houve o menor cuidado para a apresentação de todas as personagens, focando em alguns elementos do esquadrão e esquecendo completamente outros. Ainda dentro do roteiro, não posso deixar de falar da história. Como vocês observam na sinopse, o esquadrão suicida é chamado para resolver um problema que, se não fossem eles, não existiria. Algo tão grave que afeta a parte inicial do filme e, gera uma dificuldade imensa para entender o objetivo da trama e das personagens.

Já que cito as personagens, vamos a elas. Os atores de modo geral fazem um bom trabalho. Will Smith e Margot Robbie, os dois principais do filme, acabam proporcionando cenas interessantes. Assim como os outros atores do filme que colaboram com o lado positivo. Mas, como disse, existem problemas. E esses problemas vêem da montagem, tanto de diálogo, como de roteiro das personagens. É incrível observar a fragilidade das palavras que são ditas. Somos expostos a homicidas sanguinários dizendo: “vou proteger meus amigos” ou “vou fazer isso pelos meus amigos” etc. Isso, na minha opinião, é muito grave. Estamos presenciando um filme de anti-heróis com características completamente heroicas. Faltou a DC assistir DeadPool para aprender a criar um anti-herói de verdade.

elenco esquadrao suicida

Essa parte melodramática realmente é uma fragilidade do trabalho. Dentro da trama de um filme de vilões não deveriam existir tantos romances como acontecem em “Esquadrão suicida”. E para aqueles que defendem que vilões também amam, desculpe-me, mas vender a imagens de seres agressivos no trailer e entregar romances de novela das 8, pra mim, soa como propaganda enganosa. Alias, o filme é bem isso, lindo no marketing e horrível na essência.

Por fim, pelo menos das partes ruins, reservo esse espaço para Jared Leto e Cara Delevingne. Leto entrega um coringa que, a todo momento, passa a sensação de tentar copiar a fórmula usada por Heath Ledger. Fica muito evidente no excessos de risadas e caracterizações que faltou atuação e sobrou estudo. Uma pena, já que ele tinha um gigante potencial. Diferente de Cara Delavigne que, em momento algum, provou ser capaz de ocupar um papel tão importante quanto o que assumiu nesse filme. O resultado disso foi um dos vilões mais frustrantes da história atual de filmes do gênero.

Por fim, agora definitivo, faltou ter cuidado com a história. Um filme sem um bom roteiro pode ter os melhores elementos do mundo, mas será um fracasso se sua base for frágil e mal feita. O detalhe mais interessante que denota a pobreza do filme é a trilha sonora. Pois ao olha-la parece genial, cheia de clássicos antigos e que dificilmente teria rejeição, mas conforme o filme vai andando você sente que a carência de elementos é tão grande que a trilha esta lá somente para preencher o vazio que ninguém soube preencher, evidenciando ainda mais a falta de originalidade.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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