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Projeto 365 – Dia 193 – Núpcias de escândalo

“Eu não quero ser temida, quero ser amada”

Sinopse:

Depois de um divórcio turbulento com o ex-marido playboy Dexter Haven (Cary Grant), Tracy (Katharine Hepburn) planeja se casar com um homem respeitável, porém sem graça, apenas para provar que ela não é uma mulher impossível de ser amada. Às vésperas do casamento, Dexter chega especificamente para estragar a festa com mais dois amigos, que assim como ele, são repórteres. A partir daí, Tracy vai repensar os próprios sentimentos, enquanto os dois homens se metem numa engraçada disputa pelo seu coração.

Opinião:

Um filme de 1940, premiado com 3 estatuetas do Oscar (Melhor ator – James Stewart, roteiro original – Donald Ogden Stewart, melhor atriz – Katharine Hepburn) e que tem como destaque algo surpreendente para a época; a luta pelos direitos femininos. Claro que não estamos falando de um filme em que as mulheres vão a luta pelo voto ou por espaço no mercado de trabalho, mas sim um tipo de liberdade tão complicado até hoje, a de amar.

Para falar disso a história trabalha com diversos núcleos, dando vida a diversos personagens e alongando a história para 2 horas. Algo que se assemelha bastante com as nossas telenovelas brasileiras, com personagens principais e coadjuvantes para ajudar na explicação e prolongar o roteiro.

Esses núcleos geram muitos diálogos, deixando o filme com muitas conversas entre muitos personagens e, o assunto mais citado, a escolha da personagem principal sobre amar, casar, separar e tudo que envolve esse tema. Os caminhos que essa mulher ousada e a frente do seu tempo chama muita atenção. Katharine Hepburn dá vida àquelas mulheres que, mesmo sofrendo e sem ter muita referência do que é amar e lutar por seus direitos, sofria e ia atrás desse caminho ainda não trilhado.

Para ajudar a deixar o filme ainda mais caprichado temos os cenários e o figurino. Dois detalhes que chamam atenção pelo glamour e o cuidado com o que se mostra no vídeo, dando um tom bem abundante da família rica que o roteiro traz à tona.

Portanto, vale muito a pena reparar na personagem de Katharine Hepburn. Uma mulher forte e que comanda as rédeas da própria vida, não se importando de se separar, casar, separar de novo e fazer o que achar certo; algo extremamente incomum para a época de 1940; trazendo um roteiro de características bem a frente de seu tempo e de um nível excepcional de atuação de todos os envolvidos no processo.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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