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Projeto 365 – Dia 185 – Melancolia

“Eu odeio casamentos”

Sinopse:

Um planeta chamado Melancolia está prestes a colidir com a Terra, o que resultaria em sua destruição por completo. Neste contexto Justine (Kirsten Dunst) está prestes a se casar com Michael (Alexander Skarsgard). Ela recebe a ajuda de sua irmã, Claire (Charlotte Gainsbourg), que juntamente com seu marido John (Kiefer Sutherland) realiza uma festa suntuosa para a comemoração.

Opinião:

Melancolia é um filme alinear e com duas histórias acontecendo simultaneamente, revelando a relação entre as duas crônicas conforme o roteiro dirigido por Lars von Trier vai se desenrolando. Para o espectador menos atento ou para aquele que não fica tentando adivinhar a história, o roteiro passa a sensação de “o que está acontecendo”, além da dúvida sobre qual é a relação das imagens iniciais de planetas se chocando com a estranha festa de casamento que está acontecendo.

Essas belas imagens do início merecem um destaque à parte. Durante o filme todo a fotografia é um ponto alto. Seja em imagens galácticas ou nas filmagens terrenas, o trabalho do diretor de fotografia Manuel Alberto Claro é de alta qualidade e chama muita atenção. A filmagem com a utilização de câmeras nas mãos de operadores, ou seja, com movimento e sensação de imersão termina de coroar o trabalho.

melancolia lars von trier3

Voltando ao filme e, mais especificamente a parte terrena, temos uma divisão por capítulos, para ser exato em dois capítulos: um da irmã melancólica e tristonha Justine, e o outro da amedrontada e regrada Claire. Essa divisão também partilha o protagonismo do filme, pois em cada capítulo uma irmã ganha destaque, mostrando os diferentes jeitos de se ver o mundo, um mais esperançoso e que quer viver, e o outro consternado e sem esperança.

Essa diferença familiar evidente começa a se refletir na família inteira, gerando tensões e um clima bem pesado na tela do cinema e, nas pessoas que estão assistindo. Para auxiliar nesse processo de tensão, Lars Von Trier coloca uma trilha sonora melancólica de Wagner, trazendo um prelúdio clássico de “Tristan and Isolde” para fechar esse contexto de sentimentos obscuros.

Por fim, de maneira nada delicada, o filme ainda expõe o mercado publicitário como ele é: rico e intragável; adjetivos esses que não servem para definir esse excepcional trabalho.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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