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Projeto 365 – Dia 182 – Um Estranho no Ninho

“Somos todos loucos”

Sinopse:

Randle Patrick McMurphy (Jack Nicholson), um prisioneiro, simula estar insano para não trabalhar e vai para uma instituição para doentes mentais. Lá estimula os internos a se revoltarem contra as rígidas normas impostas pela enfermeira-chefe Ratched (Louise Fletcher), mas não tem idéia do preço que irá pagar por desafiar uma clínica “especializada”.

Opinião:

Logo na abertura do filme vemos Jack Nicholson andando, com um tom de superioridade e confiança. Ao entrar na sala do diretor do hospital inicia-se um diálogo. Esse diálogo segue de maneira longa e vai construindo, de maneira sutil, um suspense que perdurará até a parte final do longa.

De uma maneira rasa, vamos conhecendo alguns dos internos do hospital psiquiátrico. Essas personagens vão ganhando corpo conforme o roteiro caminha, criando uma sintonia muito forte com o protagonista. Aqui o filme começa a virar, pois passamos a torcer ou pelo menos observar com outros olhos o personagem de Jack Nicholson (um prisioneiro condenado).

elenco

E por que passamos a olhar Randle Patrick McMurphy (Jack Nicholson) de maneira diferente? A resposta é basicamente porque Jack Nicholson é brilhante. Não é atoa que venceu Oscar de melhor ator por esse filme. Seu trabalho é consistente, alucinante e, a principal característica, doentio. Nicholson carrega o roteiro premiado nas costas, oferecendo uma série de oportunidades para que o elenco inteiro brilhe, tornando o trabalho do diretor Miloš Forman algo mais fácil.

Lembrando que o filme recebeu nove indicações ao Oscar e levou cinco (melhor filme, diretor, roteiro adaptado, ator e atriz).

jack nicholson estranho no ninho

Algo que coroa a atuação de Jack Nicholson é a cena onde ele finge assistir uma partida de baseball em uma televisão desligada. Com um auxílio do corpo todo do elenco e da trilha sonora, essa cena é algo tão interessante e intenso que merece ser qualificado como uma aula.

Agora, a moral do filme, aquela mensagem que fica ecoando em nossas mentes quando os créditos sobem a tela escura, esse é o ponto alto deste trabalho. Todo o questionamento sobre o que é loucura, sobre o tratamento que se dá a essas pessoas consideradas loucas e, acima de tudo, sobre a importância de termos uma vida bem vivida são jogados para o espectador. Quem assiste o filme sai com aquela sensação de querer valorizar a vida, consegue sentir aquele sabor doce da liberdade e se sente indignado com que ocorre (ou ocorria) nos antigos manicômios ou clínicas psiquiátricas.

um estranho no ninho

Por fim, os 15 minutos finais da trama são alucinantes. A trilha sonora transforma as cenas em algo grandioso e surpreendente, finalizando um projeto premiado e que ficará para sempre como referência de filmes com temático psíquica.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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