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Projeto 365 – Dia 176 – Steve Jobs

“Quem é o idiota que vai querer comprar um PC depois do MAC?”

Sinopse:

Três momentos importantes da vida do inventor, empresário e magnata Steve Jobs: os bastidores do lançamento do computador Macintosh, em 1984; da empresa NeXT, doze anos depois e do iPod, no ano de 2001.

Opinião:

Sou um fã da Apple. Sou um fã de Steve Jobs e, não gostei do trabalho anterior de Ashton Kutcher ao interpretar o fundador da Apple como disse aqui. Dito isso, vamos ao novo filme que tentou contar a história de Jobs.

Nesse novo filme, mais uma vez, não conseguiram contar toda a história do protagonista. Como fica claro na sinopse, o conteúdo do filme gira entorno de três momentos da vida dele, sendo suficiente para demonstrar quem ele era, mas se perde ao tentar contar uma história tão complexa com tantas partes ausentes. A sensação que fica é que é impossível colocar toda a história de Steve Jobs dentro de um filme com um tempo aceitável de exibição. (É mais fácil aceitar isso logo de uma vez – desabafo)

Assim como na outra história, é dado um foco ao lado humano de Jobs, dessa vez mostrando seus problemas com sua filha, colegas e com qualquer pessoa que conviveu com ele, demostrando o quanto era difícil lidar com uma pessoa com uma personalidade doentia. Aqui está o principal ponto do filme, ao passo que, ao retratar a história de um gênio, o destaque passa a ser sua principal fraqueza, o lado humano; tudo isso é muito bem construído, dando brilho aos atores e ao roteiro.

Michael FassbenderKate Winslet formam um conjunto cerebral para seus personagens. Ele, a razão, criatividade, ousadia sem escrúpulos. Ela, lado humano, emocional e, principalmente, quem coloca os sonhos do criativo em pé. Juntos brilham e entregam um ótimo trabalho, conseguindo transmitir  as sensações de suas personagens para quem assiste. Porém, separados, ou seja, para serem avaliados de maneira individual, ambos perdem; por razões diferentes, pois ela some em horas principais do filme, e ele precisa, em boa parte do da trama, do suporte dela. (Exceto na cena final, lá Fassbender brilha por completo e fecha mais um bom trabalho)

kate winslet michael fassbender

PS: Ótimo trabalho de caracterização das personagens; maquiagem e figurino ajudam a contar a cronologia da história.

O roteiro em si não traz grandes novidades, focando-se nas empresas que Steve Jobs trabalhou – nem todas, faltou a Pixar; e na sua insistência em deixa o sistema operacional da Apple fechado (algo que continua até hoje). Esses elementos vão montando toda a personalidade do protagonista, apresentando suas fragilidades emocionais e seu jeito impetuoso que, às vezes, nem ele mesmo entendia.

Como dito acima, o roteiro trabalha com três partes da história de Jobs. O que não necessariamente é mostrado de maneira linear. Pelo contrário, o filme inteiro se passa de maneira desconstruída, criando cenas que se completam mesmo em tempos diferentes, sendo um excelente destaque dessa trama.

steve jobs micheal fassbender apresentacoes

O fato é que o filme não é genial; soa incompleto para quem conhece a história desse ícone do mundo moderno. Mas é inegável que o trabalho foi bem feito, com boas atuações e com um acerto ao escolher os momentos em que as cenas se passam – antes das apresentações grandiosas dos produtos; mostrando que por trás do fundador da Apple havia um homem como qualquer outro, cheio de falhas e que ao longo da vida cometeu diversos erros, mas que, sem dúvida alguma, deixou um legado.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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