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Projeto 365 – Dia 171 – O Regresso

“Eu já morri uma vez, já não temo a morte”

Sinopse:

1822. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança.

Opinião:

O diretor Alejandro Iñárritu deixou de lado seu estilo “Scorcese” de filmes extremamente atrativos pelo lado psicológico e inteligente, e mostrou ao mundo que pode muito bem fazer um filme a lá “Tarantino”, onde as sensações são prioridade junto com a aflição e a agonia, sempre regado de muito sangue. Um espetáculo muito mais para os olhos e para os sentidos do que para o cérebro intelectual.

fotografia o regresso

A fotografia belíssima auxilia as sensacões de aflição do filme, mostrando cenários reais e gigantescos, sempre muito gelados e de níveis baixíssimos de sobrevivência. Lembrando que o filme inteiro é feito com luz natural, o que deixa o espetáculo ainda mais bonito e sombrio.

Entrando na história temos aquilo que alimenta o ódio de Hugh Glass, a vingança. Tendo que enfrentar algumas dezenas de obstáculos para sobreviver, o personagem de DiCaprio é submetido a barbáries e sofrimentos, permitindo ao ator mostrar todo seu trabalho de preparação para o filme. Digno de Oscar.

tom hardy regresso

Porém, vale destacar o papel de Tom Hardy. O ator dá vida a um Fitzgerald (nome que você verá muito no filme) raivoso e bem endurecido pela vida, sendo um ótimo trabalho, capaz inclusive de rivalizar com Leonardo DiCaprio e causar bastante repulsa a quem assiste.

Outro bom ponto do filme é a maquiagem. Não somente as cicatrizes perfeitas de Hugh ou sua barba artificial, mas todo o trabalho feito em conjunto com a equipe de efeitos especiais e edição, mostrando uma coesão que dá vida a obra, deixando um bom acabamento e não permitindo encontrar falhas.

maquiagem leonardo dicaprio o regresso

É assustador perceber que essa história é real, algo que torna o filme completamente agoniante e aflitivo, exigindo isso dos espectadores. Iñarritu usa câmeras bem próxima aos rostos, criando uma atmosfera bem intensa para quem se entrega ao filme. Algo que unido ao figurino glacial e pesado, traz boa noção do tamanho do sofrimento que essas pessoas viviam.

Entre outras palavras, um bom filme, que não exige do cérebro ou da inteligencia, e sim das suas sensações e capacidade de sentir a energia que move Hugh Glass. Para ajudar, exibe um capricho perfeito nos detalhes técnicos  tendo a fotografia como o ponto forte, mas com uma história que não permite tanto mais do que a sinopse conta.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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