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Projeto 365 – Dia 159 – À beira mar

“Precisamos parar de ser tão imbecis”

A frase acima precisa ser sempre lembrada, principalmente na situação que foi falada – casal que não para de brigar e está com a relação desgastada.

Sinopse: 
Vanessa (Angelina Jolie), uma ex-bailarina e Roland (Brad Pitt), um escritor, vivem uma crise no casamento. Em viagem pela França se hospedam em um resort litorâneo e, após trocas de experiências com funcionários do hotel e os turistas recém-casados Lea (Melanie Laurent) e François (Melvil Poupaud), tentam se acertar.

by-the-sea a beira mar angelina jolie brad pitt melanie laurent

Opinião:

A temática não é nova. Casais em crise que buscam adaptação em um lugar maravilhoso é quase um clichê dos filmes cult. O uso do casal recém formado e jovem é outro detalhe já bem usado. Mas, esse filme traz elementos novos dentro da temática usada. Elementos esses que confesso que salvaram o filme e ainda o colocam em um patamar de bom pra ótimo.

Antes de pular para os detalhes, é interessante observar como a diretora conduziu o filme. Para quem não sabe, a própria Jolie escreveu e dirigiu, dando um ritmo lento e sensual, capaz de atrair as pessoas da mesma forma que alguém apaixonado é atraído por sua amada. Sempre lento e com cenas fortes para atiçar a curiosidade.

angelina jolie brad pitt a beira mar

O mistério também brinca de aparecer nesse filme. Utilizando elementos do prazer da visão, o roteiro nos coloca na posição de observar o observador, pois o casal central da história, Vanessa (Angelina Jolie) e Roland (Brad Pitt), observam secretamente a relação inflamada de seus colegas de quarto.

Detalhes:

Aqui que estão os verdadeiros motivos pelos quais você deve ver esse filme.

A fotografia traz um lugar esplêndido do sul do litoral Europeu, aliado ao uso de elementos que lembram o fim dos anos 60 e começo dos anos 70 que é quando se passa o filme.

O figurino trabalha com simplicidade em todos os personagens, porém, a personagem de Angelina Jolie se destaca. Toda a riqueza e requinte fora usada para ela, trazendo peças que agregavam a maneira como o roteiro pedia que observássemos essa personagem.

Algo que pode passar despercebido ao espectador mais desatento é o terceiro casal da trama. Digo isso pois ele não aparece, sendo representado apenas em uma história que o responsável pelo bar do hotel conta para Roland. Trata-se de um típico casal que vivera a vida inteira juntos, e que um partiu, dando aquela áurea de que tudo era perfeito (mas não era). É nesse ponto que o filme demonstra que a perfeição não existe, pois a partir daí vemos que os dois casais em cena representam a realidade de uma vida nada fácil e que todos têm problemas.

O detalhe mais forte é a construção psicológica dos personagens, pois todos são bem postados na tela e apresentam características imperfeitas, tendo defeitos que atraem e fazem com que você se identifique com algo que está vendo.

Floreando tudo isso temos uma trilha sonora bem leve e que só aparece em horas certas. Abaixo uma das músicas básicas do filme.

Pra finalizar:

Vale a pena assistir, desde que você goste de boas tramas, ritmos mais calmos e pequenas explosões emocionais.

PS: o filme é indicado para maiores de 12 anos, porém fique claro que há um uso bem carregado de nudez, sexo e problemas psicológicos bem intensos.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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