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Projeto 365 – Dia 154 – Um corpo que cai

“Só um vagueia. Dois juntos, vão a algum lugar.”

Sinopse:

Em São Francisco, o detetive aposentado John ‘Scottie’ Ferguson (James Stewart) sofre de um terrível medo de alturas. Certo dia, encontra com um antigo conhecido, dos tempos de faculdade, que pede que ele siga sua esposa, Madeleine Elster (Kim Novak). John aceita a tarefa e fica encarregado da mulher, seguindo-a por toda a cidade. Ela demonstra uma estranha atração por lugares altos, levando o detetive a enfrentar seus piores medos. Ele começa a acreditar que a mulher é louca, com possíveis tendências suicidas, quando algo estranho acontece nesta missão.

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Opinião:

Como admirador da arte cinematográfica, sempre cometi um erro básico que muitas pessoas cometem. O erro a qual me refiro é o de achar que uma obra é boa só porque é de um determinado diretor ou ator/atriz. Esse erro é até algo perdoável se você citar uma obra como a de Alfred Hitchcok ou de outro bom diretor, porém a verdadeira obra é aquela que se justifica sozinha, sem elementos externos, só a arte pela arte. E esse filme é isso, puramente genial.

Logo de cara me perdoem pelos adjetivos exagerados, mas é que simplesmente é impossível não elogiar esse filme. O gênero suspense nunca foi tão bem aplicado e usado, dando uma atmosfera absolutamente atraente para essa trama.

Nos primeiros minutos de espetáculo já temos a assinatura de Hitchcok, onde a cena inicial já tem uma gigantesca importância e, muitas vezes não damos a devida atenção. Mas que serve para deixar o espectador atento para não perder mais nenhum detalhe importante dessa obra que se assemelha com um quebra-cabeça.

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Detalhes:

Muitas coisas fazem desse filme um conjunto perfeito. O roteiro conta com excelentes diálogos, uma trilha sonora presente a todo instante para martelar o ritmo do filme, cenários divinos valorizados por ângulos abertos, um primor na montagem das cenas e da continuidade desse projeto e, o mais importante, uma história repleta de surpresas capaz de fazer qualquer um ficar de queixo caído.

Além desses detalhes principais, o longa ainda conta com pequenas inserções para assinar o bom trabalho. Para ajudar no suspenso alucinante que a obra pedia, e também no toque enigmático que se faz presente, o diretor usou elementos surrealistas para  trabalhar a mente de quem se propõe a assistir, auxiliando os rumos inesperados que essa história vai tomando. (Lembrando que Hitchcok usou alguns trabalhos de Salvador Dali no seu filme “Quando fala o coração”, o que demonstra sua admiração por essa corrente estética)

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Outro detalhe sutil, mas de grande importância é o trabalho psicológico das personagens. O medo de altura de Scottier é usado para construir um personagem inteligente e forte, mas que tem um ponto fraco que o tira de sintonia. Esse jogo onde o medo é usado como componente principal vai criando as maiores tensões do filme. Quando isso se junta com as aflições das outras personagens, o clima de inquietude é estabelecido. A partir daí não sobram unhas nos dedos e nem o pé consegue ficar parado.

Por fim, dos detalhes claro, a iluminação. Assim como a trilha sonora de Bernard Herrmann ganha tons mais altos e mais graves de acordo com a intensidade das cenas, a iluminação também acompanha esse jogo, tendo leves mudanças quando se aproxima o climax das cenas importantes.

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Pra fechar:

Pelos rumos que o filme toma, pelas surpresas que o roteiro traz, por esse trabalho elaborado no aspecto psicológico, além de tudo mais que citei acima, não tem como não recomendar esse clássico de 1958 do mestre do suspense Alfred Hitchcok.

PS: O FINAL É ESPETACULAR!!

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

2 comments

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