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Projeto 365 – Dia 153 – Meu único amor

“Achei que você não fosse mais almoçar comigo agora que é meu chefe”

Sinópse:

Joe Merrill é o jovem filho de um riquíssimo empreendedor, dono de um enorme conglomerado varejista. Entretanto, ele deseja provar para o mundo todo que ele consegue ser bem sucedido mesmo sem a ajuda do pai. Para isso, ele troca de identidade e aceita um emprego em um almoxarifado. Lá, conhece a pobre donzela Maggie Johnson, e eles se apaixonam. Sua mãe, porém, não aceita que ele se relacione com alguém que não seja de sua classe social, e quer casá-lo com Millicent Rogers, uma menina da alta sociedade.

Opinião:

Antes de tudo, vale dizer que esse filme foi visto da maneira mais correta possível quando se trata de filme preto e branco e mudo, ou seja, no cinema com uma orquestra na 39ª Mostra internacional de cinema SP.

Digo da maneira mais correta pois era assim que se via filmes na década de 20, algo mágico que torna a experiência infinitamente mais agradável.

meu unico amor mostra interenacional de sp

Dito isso, vamos ao filme.

O primeiro elemento que vem a cabeça ao assistir um filme como esse é similaridade. Toda a trama da história, seja o começo, meio ou fim, vemos todos os dias, mais de uma vez por dia, nas novelas brasileiras. Essas histórias simples da década de vinte e trinta até hoje inspiram os autores de folhetim diários. Isso demonstra o tamanho da qualidade dessas histórias na época e, também, o quanto nossas novelas estão abusando de roteiros antigos e porque não dizer desgastadas.

O fato é que a doçura do passado encanta até hoje, então filmes como esse ou muitos da mesma época, trazem uma sensação agradável aos corações apaixonados e as pessoas mais sensíveis, ao mesmo tempo que soam simples e ingênuos para quem avalia o trabalho com um pouco mais de rigor.

Mary Pickford

Detalhes:

Existe muita importância por trás desse filme. A começar pela atriz Mary Pickford que foi a primeira mulher a produzir um filme. Esse também foi o último filme mudo da atriz, que passou a integrar o mundo dos filmes falados após essa produção.

Pra fechar:

Eu recomendo a todos ver filmes dessa época, esse em específico de 1927. É super interessante ver o tamanho do trabalho que se tinha e o quanto evoluímos de lá pra cá. Fora que o ritmo do filme e os poucos recursos que se tinham eram usados ao máximo para se fazer boas produções.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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