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Projeto 365 – Dia 138 – A Malvada

“De repente, ela está representando a mãe de Hamlet”

Uma obra que conta um pouco dos bastidores do teatro e, ainda por cima, esnoba a arte do cinema, merece uma frase misteriosa e que homenageia uma das obras mais clássicas do teatro mundial. Quem diz a frase é Birdie Coonan (Thelma Ritter), personagem coadjuvante na história, mas que de longe é a mais esperta de toda a trama. Na frase Birdie já sacava todo o embróleo que o filme revela somente depois de duas horas de filmagem.

O filme tem como protagonista a atriz Bette Davis como “Margo Channing”, uma altamente renomada, mas envelhecida estrela da Broadway. Anne Baxter interpreta Eve Harrington, uma jovem fã ambiciosa que se infiltra na vida de Channing, ameaçando a carreira de Channing e seus relacionamentos pessoais. O filme ainda conta com George Sanders, Celeste Holm, Hugh Marlowe, Barbara Bates, Gary Merrill, e Thelma Ritter, além de uma participação pequena, mas sempre de destaque para Marilyn Monroe.

George-Sanders-Celeste-Holm-Hugh-Marlowe-Barbara-Bates-Gary-Merrill-e-Thelma-Ritter

Em 1950 esse filme foi indicado a nada menos que 14 Oscar, levando para casa seis estatuetas, incluindo aí melhor filme, diretor, roteiro, som, figurino e ator coadjuvante. Ou seja, um dessas obras de arte que marcou época e que merece ser vista.

Destaque especial para os diálogos e para a cronologia do filme, dois pontos que permitem guiar a história por um caminho simples, de fácil entendimento e que agregam de forma deliciosa.

ZONA DO SPOILLER

A grande questão deste filme é desvendar o quê ele tem de tão impressionante. O que chamou tanta atenção e faz essa obra antiga ser lembrada até hoje? A respostas é simples: uma bela história. O título original da trama é “All about Eve”, que em uma tradução literal seria tudo sobre Eve. E é exatamente esse o ponto alto do filme. A atriz Anne Baxter dá vida aquelas pessoas odiosas e sanguessugas que vemos até hoje no mundo, representando a clássica personagem de lobo em pele de cordeiro, fazendo qualquer espectador espumar de raiva com sua doçura travestida de maldade.

FIM DA ZONA DO SPOILLER

Em resumo, “A malvada” é uma obra clássica, que merece sim destaque pelo belo trabalho do roteirista Joseph L. Mankiewicz, e pela forma que prende o espectador na cadeira querendo ver como se encerrará essa trama, garantindo um final, que deve ter mais ou menos oito minutos, de pura satisfação para as pessoas que acompanharem o longa até o final.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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