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Projeto 365 – Dia 130 – Onde os Fracos não tem vez

“Quanto mais tempo tentamos reaver o que tínhamos, mais coisas saem pela porta”

“Onde os fracos não tem vez” é um desses filmes aonde a palavra “surpresa” é a principal de um texto que o analisa. Existem surpresas quanto ao protagonista (Josh Brolin), quanto a mulher do protagonista (Kelly Macdonald), quanto ao narrador (Tommy Lee Jones) e, obviamente, quanto ao antagonista(Javier Bardem) da história.

Os irmãos Coen, responsáveis pela direção e roteiro, foram premiados por essas duas categorias, mas o principal elogio a se fazer a esses dois não são os prêmios. Esse longa faz uma análise profunda de uma época aonde dinheiro e drogas moviam o mundo, transformando as pessoas de maneira anormal. Claro que hoje em dia esses dois itens ainda influenciam muito, mas nos anos 80, no estado do Texas, fronteira com o México, isso era muito mais forte.

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Para representar essa época os irmãos Coen construiram um estado texano cheio de armas, poeira, casas de madeira e, principalmente, pobreza. Pobreza essa tão grande que gera uma propensão gigantesca para o mundo do crime. Um espaço que faz brotar traficantes de drogas e seres humanos fissurados em dinheiro. É o caso de Anton Chigurh, um assassino de aluguel interpretado por Javier Bardem que persegue lewelyn Moss (Josh Brolin). Essa perseguição ocorre pois Moss, um pacato soldado aposentado, encontra uma maleta de dinheiro no meio do deserto (além de uma dezena de mexicanos mortos) e leva pra casa. A partir daí somos levados a um jogo de inteligência por parte de Anton para rastrear o esperto Moss, uma perseguição carregada de mortes e diversos símbolos de como caminha a humanidade.

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Tudo isso é narrado pelo xerife Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones), que vai dando o acabamento para a história gerada pelos dois personagens citados acima, criando um contexto que vai muito além de uma perseguição de um homem por uma mala de dinheiro. São colocados em jogo discussões sobre sorte, análise do que amamos, poder das decisões que tomamos em nossas vidas, além de uma bela moral da história que fará o espectador mais atento ter dor de cabeça para entender o que foi passado.

O fato é que o filme é incomum. Logo de cara você verá uma arma atípica na mão do vencedor do Oscar Javier Bardem, ou então as diversas partes aonde poderemos ver que os protagonistas não são imunes a tiros (algo bem comum em filmes de ação), entre outros detalhes que fazem dilatar a pupila. Recomendo esse filme para qualquer tipo de pessoa, desde as que gostam de filmes de ação com muito tiro, porrada e bomba, até os amantes de uma maior análise filosófica.

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Resumindo, uma obra prima!!

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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