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Projeto 365 – Dia 129 – Barbarella

“Uma vida sem causa é uma vida sem efeito”

Uma das poucas, senão a única frase de reflexão do filme. Barbarella é o típico longa que precisamos assistir desarmados de qualquer julgamento e olhar crítico, o roteiro é fraco, os efeitos especiais são fracos, os diálogos são fracos, mas marcou tanto que serviu, e serve até hoje, quase cinquenta anos depois de seu lançamento, de inspiração para a cultura pop.

O filme foi lançado em 1968 e é uma adaptação de um livro “para adultos” do francês Jean Claude Forest, na história, Barbarella é uma agente espacial que é enviada a uma missão para encontrar o astronauta Durand Durand (alguém aí lembrou de uma certa banda?), o tal Durand Durand criou uma arma que ameaça acabar com a paz e o clima de amor do universo e precisa ser impedido por Barbarella.

barbarella_filme

Durante sua viagem, a personagem irá conhecer criaturas muito peculiares e se envolver em muita confusão, o que proporcionará um humor um tanto quanto “pastelão”, mas muito sensual, é claro! Afinal, sensualidade é a palavra para esse longa que começa com Jane Fonda em um strip-tease com gravidade zero.

A trama toda irá girar em torno de sexo, sim, sexo, no século 40 (que é onde a história se passa) o sexo é feito por meio de pílulas e sem nenhum contato íntimo, mas Barbarella é seduzida por alguém que lhe proporcionará a relação, digamos, à moda antiga, outro ponto alto do filme é quando a personagem é capturada e “torturada” em uma máquina do prazer. Mas não espere ver nada explicito além de alguns peitos e bundas, afinal ainda estamos falando de um filme de 1968.

Outra coisa que é importante salientar é que ele foi lançado um ano antes do homem chegar à lua e já contava com a ideia de pessoas vivendo no espaço em naves, com sistemas de inteligência artificial (mesmo o interior da nave espacial parecer o Chewbacca).

O figurino é incrível e a personagem troca de roupa quase que a cada cena, seu visual futurista inspirou muitos estilistas e artistas e até hoje é assunto em muitas salas de aula, pois traduz muito bem o visual da “Era Espacial” dos anos 60.

jane_fonda_barbarella

Por fim, apesar de ser um filme “futurista”, a trama traduz (e muito bem) a aura do “paz e amor”, do sexo livre e da mulher ganhando voz e tendo liberdade sobre seu próprio corpo, suas próprias vontades e se permitindo ter prazer, apesar de Barbarella cair em muitas armadilhas, ela é uma mulher forte que sabe o que quer e vai até o fim por isso.

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About Letícia Loureiro

Apaixonada pela terra da garoa, descobriu ainda cedo que queria fazer moda e correu atrás. aprendeu muito. Resolveu criar um cantinho pra falar de tudo que adora: filmes, fotografia, beleza e moda chamado Na Garupa da Vespa

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