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Projeto 365 – Dia 104 – A Teoria de Tudo

“No começo havia o céu e a Terra. A Terra era um vazio, e a escuridão encobria o mar”

Logo de cara o roteiro propõe para espectador tudo que o filme apresentará. Através dos diálogos científicos entre Stephen e seus professores, amigos, família e namorada que brotarão as cenas dessa reconfortante obra que nos empresta esperança. Auxiliado por uma trilha sonora clássica e celeste do começo ao fim, “A teoria de tudo” vai nos mostrar a vida e o tempo que Stephen Hawking e Jane Wide construíram juntos.

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Com a ciência sempre presente, o filme vai desenhando paralelamente a história de um gênio e do homem doente, contando para o mundo como um cérebro dentro de um corpo paralisado foi e é capaz de fazer brilhantes acréscimos a humanidade.

Como não podia deixar de ser, esse filme é alinear, brincando de maneira sutil com a cronologia temporal, emprestando a quem assiste a possibilidade de tentar entender as idas e vindas das teses de Hawking, que até hoje não tem medo de dizer que errou e que há a necessidade de recomeçar sob uma outra perspectiva, algo que o roteiro apresenta de duas formas: em teses científicas e dentro da própria vida pessoal do cosmólogo.

eddie redmayne e felicity jones

Fica por conta de Eddie Redmayne e Felicity Jones interpretar o casal protagonista. Os dois, dentro da dificuldade de cada papel, realizam ótimos trabalhos. Ele com uma postura física e uma mudança magistral na parte corporal, já ela arremata uma personagem carregada no lado emotivo, oferecendo cenas silenciosas, mas que ao mesmo tempo gritam dentro de seus olhos.

Os dois atores também emprestam para os mais sensíveis um novo elemento para a equação tão buscada durante o filme inteiro, um elemento que não pode ser medido ou comparado com algo pequeno, é um desses elementos tão grandes quanto o tempo ou a relatividade, desses que apresentam uma série de caminhos e possibilidades em nossas vidas, estou falando do amor. É ele que vai ditar as nuances da história, as mudanças de comportamento e quem, a duras penas, vai ensinar como se deve ter persistência na vida.

Arrematando tudo isso, um final digno de uma ópera, aonde a trilha sonora sobe alguns tons e o sentimento de correr atrás de um sonho, ou daquilo que se acredita, saí renovado.

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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