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Projeto 365 – Dia 102 – O sol é para todos

Antes de começar falar do filme vale uma ressalva, o título original dessa obra é “To kill a Mockingbird”, que numa tradução literal seria “Para matar um rouxinol”.

Eu me encantei pelo título dado aqui para o Brasil, acho inclusive mais bonito e tem a ver com o filme, porém, dentro da história o pássaro rouxinol tem a sua importância, usado para fazer analogias importantes dentro da trama.

Dito isso, vamos ao filme.

“Sempre, meu filho, coloque-se no lugar do outro”

Estrelado no ano de 1962, o filme conta história das memórias de Jean Louise “Scout” Finch, uma menina que recorda e narra seus seis anos de idade, pra ser exato o ano de 1932. Nessa época o povo sofria as consequências da crise de 1929, gerando uma sociedade pobre e com muita dificuldade.

Contrastando isso, a família da jovem vivia em condições muitos favoráveis, já que seu pai, o honrado advogado Atticus Finch (Gregory Peck) conseguiu dar boas condições para a família. Essa família ainda tem o jovem Jem Finch, filho mais velho do viúvo Atticus.

to kill a moking bird

Essas duas crianças passarão a visão que ambas tiveram de dois eventos da época, dividindo a história em duas partes que se unem no fim. A primeira é a curiosidade que as crianças tem para com um vizinho misterioso chamado Boo. Essa parte da história gera muito mistério e surpresas deliciosas ao filme, dando um toque infantil que todos temos, e acrescentando elementos riquíssimos a trama

A segunda parte é mais séria, pois trata da profissão de Atticus. O advogado que criou seus filhos sozinhos aceita a causa de Tom Robinson, um negro que é acusado de estuprar uma jovem branca, o que, por si só, em uma sociedade preconceituosa, faz com que essa causa seja impossível de ser defendida.

Porém, Atticus defende o jovem negro interpretado por Brock Peters (interpretado absolutamente bem e de maneira fantástica diga-se de passagem), desafiando a cidade inteira e criando um clima hostil entre o pai da jovem e sua família, mas mostrando para todos o homem honrado que é.

Após uma hora de filme, uma cena toma quase todo o restante da trama, criando um clima clássico de tribunal de justiça, deixando um filme que antes parecia perdido em duas histórias, em algo focado e inteligente. Nunca deixando de mostrar o olhar infantil.

A partir do resultado do tribunal, as histórias do vizinho misterioso e do tribunal convergem de maneira excelente, valendo a pena cada segundo de agonia por um filme dividido em duas partes.

o sol e para todos

A trilha sonora de um piano suave e um violino emocionante auxilia o espetáculo, criando várias possibilidades de risadas e lágrimas no rosto de quem assiste.

Resumindo, a trama que fala muito de justiça com as próprias mãos, preconceitos, olhar infantil e ainda oferece um bom roteiro, merece ser assistida, se não para entretenimento para aprendizado, pois o filme ensina excelentes lições para qualquer ser humano, seja criança ou adulto!

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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