Home / Projeto 365 / Projeto 365 – Dia 100 – O Vagabundo

Projeto 365 – Dia 100 – O Vagabundo

Hoje o Projeto 365 chega ao seu dia 100, portanto para homenagear esse número emblemático nada mais adequado que um clássico. O escolhido foi “O Vagabundo”, o filme que trouxe um dos personagens mais importantes do cinema e também do Gênio Chaplin.

A escolha também tem a ver com uma coincidência, pois o filme foi produzido no ano de 1915, logo, a obra completa 100 anos em 2015, assim como nós completamos 100 dias.

Dito isso, vamos ao filme 🙂

Seguindo o mesmo padrão característico dos filmes de Chaplin, “O Vagabundo” é filmado em preto e branco, mudo e tem como destaque, é claro, o próprio ator, diretor e roteirista Charles Chaplin. Porém, há diferenças para suas outras obras, e isso se acaba sendo responsável por tornar essa história um tanto quanto mais marcante que as outras. A primeira diferença está na história, diferentes dos outros filmes, esse não apresenta sketches de humor separados, o roteiro apresenta uma linguagem mais cinematográfica, mostrando um começo, meio e fim bem coeso e interligados de maneira coerente, sem separações como ocorre em outros filmes do ator como o “Bombeiro” e “Dias de prazer”.

A outra diferença é o detalhamento da personagem: o jeito de andar que tanto caracterizou Chaplin com as pernas arqueadas e com auxílio da bengala, os trejeitos de um personagem metódico que o torna ainda mais cômico, a forma espalhafatosa como cai, o figurino surrado mas elegante e o jeito brincalhão, honesto e atrapalhado como se apresenta nessa história e para o mundo.

The_Tramp o vagabundo chaplin

Esse personagem interagirá com os atores Ernest Van Pelt, Paddy McGuire, Lloyd Bacon, Leo White, Bud Jamison e Edna Purviance. Essa última, a atriz que mais filmes fez com Chaplin, Edna Purviance, será uma personagem chave da história. Pois tudo se inicia quando ela está sendo assaltada por bandidos e Chaplin a defende. Para mostrar gratidão a moça o convida para trabalhar na fazenda de seu pai. Ele apaixonado, sem dinheiro ou emprego aceita na mesma hora. Até aqui roteiro padrão Chaplin, porém o filme vai ganhando elementos dramáticos e emocionantes, revelando um final nada hollywoodiano, surpreendendo a todos. (“Pensei que a sua bondade fosse amor”)

Portanto, aliado a interatividade que Chaplin produzia olhando diretamente para a câmera em muitas cenas, a inocência que transforma o filme em algo para todas as idades e a sensibilidade com que o trama é tratada, esse é sim um clássico eterno, desses que durarão para sempre, e que estão aí para nos ensinar boas lições e nos divertir.

Comentários

comentários

About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

Leave a Reply

Your email address will not be published.