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Não verei “Cinquenta tons de cinza”

Corro o sério risco de ser linchado ou morto na rua por conta do título desse texto, mas escreverei assim mesmo minha opinião sobre o tal longa do momento. Primeira coisa, eu sei que não devemos ter uma opinião formada sobre as coisas em geral, inclusive para as quais não vimos ou sabemos direito, porém também é certo que podemos ter escolhas nessa vida, o que não nos torna melhor ou pior que ninguém. Dito isso, vamos à justificativa para o título do texto.

O primeiro motivo são as diversas opções de filmes de melhor qualidade técnica e de roteiro, inclusive no próprio âmbito o qual “Cinquenta tons de Cinza” está incluído. Cito, por exemplo, “Ninfomaníaca”, um filme que tratará sobre o assunto “sexo” com uma verdade infinitamente mais profunda e incluída na trama, além de oferecer um roteiro instigante e provocativo para quem se propor a ver e, acima de tudo, entender.

Segundo motivo é a origem do famigerado filme de tons cinzentos. Para quem não sabe, “Cinquenta tons de cinza” é uma fanfic do filme “Crepúsculo”. (Fanfic = histórias criadas por fãs baseado em uma história já publicada). Ou seja, esse filme se origina de fãs adolescentes que se reuniram e criaram essa história. Essa trama originalmente se chamava “Master of The Universe” (“Mestre do Universo”), mostrando que o filme tem essa aurora, que, em minha opinião, denota a pobreza do roteiro.

O terceiro motivo vem para o excesso de publicidade entorno e dentro do filme/livro. Como publicitário afirmo: a propaganda é sim capaz de convencer qualquer um a fazer qualquer coisa, desde que seja bem feita e direcionada para as pessoas certas. “Cinquenta tons de cinza” abusa das publicidades dentro do roteiro. Dá uma olhada nesses números: cita 14 vezes a palavra Audi, 25 citações para o iPhone do protagonista, 17 vezes a palavra iPod foi escrita, além de citar marcas como Advil, MacBooks e a Mercedes do protagonista Christian Grey. Isso sem falar na publicidade externa, como o domínio da maioria das salas de cinema, privando as escolhas, e a gama gigantesca de investimento de divulgação para atrair para o filme. Lembrando que isso não é um crime; muitos e muitos filmes usam desses artifícios, porém isso denota que o conteúdo precisa dessa força externa para se manter, mostrando a fraqueza da ideia.

Seguindo ainda a linha do parágrafo anterior, volto na parte da qualidade e da criação do roteiro. Assim como na história que lhe dá origem, a personagem de “Cinquenta tons de cinza” oferece uma mulher de personalidade pobre e quase sem expressão. Uma alternativa um tanto quanto cômoda, já que esse tipo de personagem é de mais fácil aceitação para com o público, criando uma identificação com qualquer um em alguma parte da história, o que aumenta, mesmo que inconscientemente, o nível de pessoas que se sentirão representadas pela história.
Por fim, um filme que atrai pelo simples motivo de ser polêmico não me atrai, por isso não assistirei “Cinquenta tons de Cinza”, assim como a mãe da protagonista do filme, a atriz Dakota Johnson, já que a mesma não recomendou o filme para os próprios pais, algo que, no mínimo, denota uma certa vergonha.

Ps: não julgo quem gosta ou quem foi assistir, apenas cito os motivos pelos quais EU não verei. Obrigado!

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About Celso Bove

Celso Bove Publicitário, Webdesigner, Blogueiro, fotógrafo, amante de todos os tipo de arte, em especial cinema. Fundador do Blackcine.

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